19/09/2013
Atualizada: 19/09/2013 00:00:00


O governo do presidente mexicano Peña Nieto reprimiu com extrema violência o acampamento dos professores da rede pública na praça Zócala, na Cidade do México, na última sexta-feira (13). Milhares de docentes estavam acampados havia semanas no local, considerado um dos principais centros históricos do país, em frente ao palácio presidencial.
Em greve contra a reforma neoliberal que o presidente vem implementando no país, os docentes foram removidos do local pela tropa de choque da polícia, que além de bombas de gás lacrimogêneo, granadas de efeito moral e canhões d‘água, usaram até tanques e helicópteros para desocupar a praça antes das celebrações do Dia da Independência, no domingo (15).
O dia 13 marcou a décima-quinta grande mobilização dos docentes mexicanos nos últimos dois meses e uma das manifestações mais representativas desde o início do mandato de Enrique Peña Nieto, empossado em dezembro de 2012.
Segundo pedido de solidariedade aos professores mexicanos enviado ao ANDES-SN (veja aqui), a ação “é uma campanha de terror para desestabilizar o movimento e preparar o terreno para a repressão generalizada em todos os estados da República nos quais os professores se encontram lutando”.
“O governo do presidente Peña Nieto mentiu, enganou, impôs leis que tiram direitos a professores e professoras, e desconhece a organização sindical e as condições que acertou com elas”, afirma a nota.
* Com informações e fotos do Reflections on a Revolutions
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