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21/11/2013
Atualizada: 21/11/2013 00:00:00


Data: 21/11/2013

 

Centenas de sindicatos, representantes da classe trabalhadora de todo o país, participam desta edição, realizada entre 20 e 24 de novembro, no Rio de Janeiro 
 

Uma homenagem ao Dia da Consciência Negra, comemorado nesta quarta-feira (20), deu início ao 19º Curso Anual do Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC), que reúne até domingo (24) trabalhadores e sindicalistas de mais de 100 entidades de diferentes partes do país, representantes de diversas categorias, entre professores, químicos, bancários, servidores públicos e radialistas, por exemplo. 

Durante a abertura, o coordenador do NPC Vito Giannotti falou sobre a importância da Comunicação para a classe trabalhadora, e sobre a democratização das comunicações. “Queremos multiplicar por mil os valores nos quais acreditamos com a nossa Comunicação. Os valores da classe operária e da classe trabalhadora”, afirma. Entre os temas que serão discutidos ao longo dos cinco dias de programação, Giannotti comentou sobre a disputa de hegemonia, a criminalização da pobreza e dos movimentos sociais e a repressão policial. “A Comunicação é importante para produzir mudanças na sociedade”, acrescentou.

A programação do primeiro dia contou com a realização de duas mesas: “A Comunicação e a resistência das classes populares no século XXI”, com a participação de Beto Almeida, jornalista e diretor da TeleSUR, e do historiador Joel Rufino dos Santos, escritor, ativista negro e doutor em Comunicação; e “A mídia da burguesia, a nossa e a formação das ideias”, com Beatriz Bissio,  professora da UFRJ e ex-editora da Revista Cadernos do Terceiro Mundo, e Gilberto Maringoni, jornalista, cartunista e professor da UFABC.

 

Beto Almeida e Joel Rufino falaram sobre as mudanças do século XXI, a partir da crise do neoliberalismo, e os reflexos na Europa e na América Latina. “A resistência da classe trabalhadora internacional produziu resultados significativos na América Latina”, disse Almeida, que comentou ainda sobre o processo de democratização das comunicações na Argentina. “Tivemos muitos avanços, mas temos muito caminho a percorrer porque mal começamos esta batalha”, concluiu.

 

Para Rufino, há uma perspectiva de avanço para os povos do mundo, pois o “sistema capitalista está efetivamente em crise”. “Outro maneira de viver está nascendo com a crise do capitalismo. Nascerá um sistema nunca antes desenhado. Nós criaremos outro sistema de vida”, afirmou. O historiador falou ainda sobre o poder da mídia em criar realidade e rótulos a partir da cobertura feita pelos jornais de grande circulação no país.

 

Beatriz fez uma apresentação sobre a revista Cadernos do Terceiro Mundo, criada em setembro de 1974 em Buenos Aires, Argentina, que circulou até o ano de 2006, na qual contextualizou a cobertura internacional e como se deu a fundação da revista. “A Cadernos do Terceiro Mundo se tornou um importante instrumento de diálogo nos países sul-sul”, afirmou.

 

Maringoni falou sobre a importância da luta pela democratização das comunicações de país e as consequência da cobertura da grande mídia, “que coloca na pauta ideais e pontos de vista da burguesia”. “A mídia burguesa é tão diversificada que consegue passar a impressão de que estão defendendo a sociedade inteira”, disse. Para o jornalista, há uma janela de oportunidades para a batalha na democratização das comunicações. “Estamos mais organizados e a audiência dos meios tradicionais caiu muito”, afirmou.

 

O ANDES-SN participa do curso anualmente com a presença de diretores, tanto nacionais quanto das seções sindicais, e jornalistas. No sábado (23), a entidade participará da mesa “Experiências de comunicação dos trabalhadores no Brasil hoje”. 

O 19º Curso do NPC está sendo transmitido em tempo real, e o acesso está disponível na página do Núcleo (www.piratininga.org.br).  

 

Fonte: ANDES-SN
Fonte: Andes SN

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