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28/11/2013
Atualizada: 28/11/2013 00:00:00


Data: 28/11/2013

 

Acaba de ser finalizado o leilão da 12ª rodada de petróleo. Previsto para ser realizado em dois dias, 28 e 29 de novembro, o leilão foi fechado em apenas um dia com arrecadação de R$ 165,196 milhões. Além de mais uma entrega das riquezas naturais brasileiras para o capital privado, outro aspecto chama atenção nesta privatização. São os enormes riscos para o meio ambiente e possível contaminação das reservas dos aquíferos de água doce do país com a extração do gás de xisto.

“Não é preciso que arrisquemos o nosso meio ambiente adotando essa técnica que comprovadamente é prejudicial. Isso reflete a ganância do governo e empresários que em busca de mais lucro não se importam com os impactos que essa exploração pode acarretar”, destaca o dirigente da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), Claiton Coffi.

Essa exploração envolve a extração do gás de folhelho a partir da técnica de Fracking (fratura das rochas) através de explosões no subsolo. Para isso é injetado um coquetel com mais de 600 produtos químicos altamente tóxicos. Nos Estados Unidos, essa técnica levou a contaminação de aquíferos, lagos e rios devido ao enxofre que se desloca pelas fendas artificiais. O gás ainda contamina o ar que se respira nas regiões próximas. Essas substâncias tóxicas podem causar câncer, má formação congênita e morte de animais. Exis te ainda registro de terremotos associado à técnica do Fracking.

Para Coffi, o governo está fazendo algo escandaloso do ponto de vista ambiental, pois o risco de contaminação do solo com a extração do gás de folhelho (gás de xisto) é grande e o método a ser adotado para extração (fratura de rochas) já condenado em vários países. 

Nos Estados Unidos, essa técnica levou a contaminação de aquíferos, lagos e rios devido ao enxofre que se desloca pelas fendas artificiais. O gás ainda contamina o ar que se respira nas regiões próximas. Essas substâncias tóxicas podem causar câncer, má formação congênita e morte de animais. Existe ainda registro de terremotos associado à técnica do Fracking.

As áreas que serão exploradas concentram-se nos estados do Amazonas, Acre, Tocantins, Alagoas, Sergipe, Piauí, Mato Grosso, Goiás, Bahia, Maranhão, Paraná, São Paulo, totalizando 168.348,42 Km².

Mobilização

Como parte da luta para tentar barrar esse ataque ao meio ambiente a CSP-Conlutas, no Rio de Janeiro, o Sindpetro RJ, a FNP  e entidades do movimento sindical realizaram um ato público  em frente ao local onde estava ocorren do o leilão. 

No nordeste, onde estão concentradas as maiores áreas a serem leiloadas, os petroleiros também se mobilizaram para barrar mais essa entrega das riquezas brasileiras ao capital privado.  Na sede da Petrobrás em Sergipe, e no Tecarmo e em Carmópolis, houve paralisação de duas horas.
 
* Com edição do ANDES-SN

 

Fonte: CSP-Conlutas

 

Fonte: Andes SN

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