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06/12/2013
Atualizada: 06/12/2013 00:00:00


 

 

O assunto diz respeito à vida acadêmica de todos  os professores da Ufal

 

A Associação dos Docentes da Universidade Federal de Alagoas (Adufal), seção sindical do Andes SN,  vai realizar nesta segunda-feira (9), às 9h, no auditório do Centro de Ciências da Saúde (CSAU), no Campus A. C. Simões, a Assembleia Geral anteriormente marcada e desmarcada por conta de falta de auditório disponível no Campus da Ufal, naquela data.

Em pauta, a discussão de importantes assuntos como a minuta sobre carga horária docente apresentada pela Comissão Especial designada pela reitoria; a atualização do plano de lutas para o ano de 2014 e a escolha dos delegados para o 33º Congresso do Sindicato Nacional a ser realizado no período de 10 a 15 de fevereiro em São Luís (MA), entre outros assuntos e informes.

 “Extremamente essencial na vida acadêmica dos docentes, o primeiro ponto de pauta tem a ver com o dia a dia de cada professor e precisa passar por um amplo debate no seio da categoria, e só então entrar em votação no Pleno do Conselho Universitário (Consuni)”, defende o presidente da Adufal, professor do Centro de Tecnologia (Ctec/Ufal), Marcio Barboza, atento ao descontentamento que a proposta de resolução elaborada pela Comissão Especial da reitoria tem causado entre os professores.

Tão logo o presidente da entidade representativa dos docentes tomou conhecimento do texto da proposta -  em julho, quando o documento foi encaminhado a diretores de Unidades Acadêmicas -, protocolou ofício ao reitor, expondo a necessidade de que, antes de qualquer procedimento, o assunto fosse plenamente discutido entre os docentes.

Ainda no final de julho e comecinho de agosto, antes dos dias de férias entre um semestre letivo e outro, a entidade realizou alguns encontros em sua sede, com vistas a elaborar um substitutivo à proposta em trâmite. “Porém, logo percebemos que a proposta da Comissão da Reitoria apresentava problemas de ordem conceitual e, portanto, ao invés de redigir uma contraproposta, constatamos que seria mais produtivo expor os pontos que se mostravam conflitantes com os conceitos e princípios da universidade democrática que a Adufal defende. E assim fizemos”, conta Marcio Barboza.

Sem tratamentos desiguais - A ideia da entidade é contribuir para que o conteúdo da proposta seja consoante com a legislação vigente, com a prática diária do docente e apresente mudanças que colaborem para que não haja tratamentos desiguais e todos sejam submetidos ao mesmo regramento. “O fato de haver alguns com carga muito pequena e outros sobrecarregados tem sido motivo de queixa dos docentes”, aponta a 1ª secretária da Adufal, professora Margarida Santos, da Faculdade de Serviço Social (FSSO).

“O conceito que a minuta atribui à atividade ensino, por exemplo, é diferente da compreensão que temos: ensinar não é somente ministrar aulas; é, também, planejar, avaliar e realizar orientações acadêmicas como teses, dissertações, monografias, trabalhos de conclusão de cursos, supervisão de estágios, monitoria e atendimentos a alunos, tanto na graduação como na pós-graduação, incluindo também, quando for o caso, as atividades realizadas na Escola Técnica em Arte [ETA/Ufal],”, observa o diretor de Política Sindical da entidade, Afonso Espíndola, professor de Centro de Ciências Agrárias (Ceca).

Segundo Espíndola, o documento deve estabelecer como atividades do corpo docente para distribuição de carga horária semanal o ensino de graduação, pós- graduação, técnico e tecnológico; a pesquisa; a extensão universitária; a administração e a representação institucional, além de atividades realizadas por docentes dentro da universidade -  e mesmo fora - como bancas examinadoras de concursos e seleções, fóruns, comitês, ou grupos de estudos institucionalizados, elementos que devem, portanto, fazer parte do cômputo geral e individual da carga horária.

Para ele, não há como se definir a carga horária dos docentes uma vez que a comunidade universitária desconhece qual a carga horária média atual dos professores da Ufal. Segundo ele, é preciso que a decisão seja feita a partir de dados concretos e precisos. "Por que tanta urgência em aprovar essa matéria? O que justifica operar essa mudança agora?", indaga o professor em busca de resposta que justifique a pressa da Reitoria em aprovar a minuta de resolução apresentada pela comissão designada pelo reitor.

 

O professor Tiago Cruz (Zurck), do Centro de Educação (Cedu), destaca que a forma como a minuta está apresentada prejudica o tripé ensino-pesquisa-extensão e - desnecessariamente – estabelece diferentes cargas horárias mínimas para distintos regimes de trabalho, desconsiderando que a Lei de Diretrizes e Bases (LDB) já estabelece o mínimo de 8 horas. “Na verdade, a Ufal quer resolver o problema da falta de professores aumentando a carga horária dos docentes”, critica.

 

Deficiência - Para o professor Cícero Adriano, do Campus Arapiraca, o tema precisa ser discutido coletivamente e ser apropriado por todos os docentes, principalmente pelos professores do interior. “Digo isso porque somos nós os mais prejudicados por causa da deficiência de professores que há na instituição.

 

Segundo expôs, discutir carga horária sem discutir número de alunos/turma, número de disciplina/docente/semestre, número de alunos/docente/semestre é discutir no vazio. “Há bastante diferença entre lecionar 12 horas semanais com duas disciplinas, em duas turmas de 30 alunos/sala e ensinar 12 horas semanais com 03 ou 04 disciplinas em turmas de 50 ou 60 alunos”, exemplifica.

Melhor para todos - No entender doprofessor do Instituto de Computação (IC), Fábio Paraguaçu, da Diretoria de Divulgação e Imprensa da Adufal, a participação da categoria possibilitará a construção de um documento que seja o melhor para todos os envolvidos. “Não haveria insatisfação da categoria se a administração da Ufal tivesse, desde o princípio, realizado ampla discussão sobre o assunto”, analisa.

Comissão eleita no plenário – “A Adufal quer a possibilidade de discutir melhor a minuta sobre a carga horária docente, uma vez que seu teor é polêmico e tem a ver com a vida acadêmica de todos,  não pode ser aprovada a toque de caixa”, observa Marcio Barboza durante a reunião da Câmara Acadêmica do Conselho Universitário (Consuni),  realizada no dia 27 de novembro.

No entanto, embora o representante da Adufal e outros conselheiros representantes dos docentes tenham feito pronunciamentos a favor da necessidade de discutir melhor o assunto, a proposta de apreciar a minuta naquele momento foi a vencedora.

A Adufal defende a proposta de que seja criada uma comissão especial formada por conselheiros eleitos no plenário do Consuni -  como determina o regimento do órgão - para discutir, acrescentar e suprimir o conteúdo da proposta elaborada pela Comissão da Reitoria.

 

Assessoria de Comunicação da Adufal

Lucia Rocha  M T E 679

Tel.: 82 3241 1880 

Fonte: Ascom da Adufal

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