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09/12/2013
Atualizada: 09/12/2013 00:00:00


Data: 06/12/2013

 



Símbolo da luta contra a segregação racial, fome, pobreza, exclusão e as mais diversas formas de opressão sofridas ainda hoje por tantos povos, o ex-presidente sul-africano, Nelson Mandela, morreu ta quinta-feira (5), aos 95 anos. Mandela sofria de problemas respiratórios e estava recebendo cuidados médicos em casa. Considerado um dos mais antigos prisioneiros políticos do mundo, passou 27 anos detido.

Líder da luta contra o Apartheid na África do Sul, Mandela fundou o primeiro escritório de advogados negros em seu país. Foi detido pela primeira vez em 5 de dezembro de 1956, juntamente com outros militantes do CNA, e condenado à morte. Devido à grande repercussão internacional de sua condenação, em 1961 o processo foi abandonado, mas a perseguição continuou. Mandela mergulhou então na clandestinidade.

Em 5 de agosto de 1962, Mandela foi preso novamente ao norte de Durban (África do Sul), e condenado a cinco anos de prisão por atividades subversivas. Logo após, outras lideranças do CNA também foram detidas. Em 1964, a corte condenou-os à prisão perpétua. Somente em fevereiro de 1990, Mandela foi libertado. Quatro anos depois, seria eleito o presidente da África do Sul. Em 1999, ao passar o cargo ao seu sucessor, Mandela teria afirmado: “ainda não somos livres”.

Em seu livro “Os Filhos dos Dias”, o escritor Eduardo Galeano lembra que, até 2008, Mandela integrava a lista de terroristas dos Estados Unidos. “1 de Julho - Um terrorista a menos. No dia de hoje, em 2008, os Estados Unidos retiraram da sua lista de terroristas o nome de Nelson Mandela. Durante sessenta anos, o mais prestigiado dos africanos fez parte do tenebroso catálogo.”

 


*com informações de Agências 

Fonte: Andes SN

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