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01/04/2014
Atualizada: 01/04/2014 00:00:00


 

 

Data: 31/03/2014

 

 

 

 

 

Paralisação tem maior adesão da história na universidade

 

 

Os professores da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) completaram nessa sexta-feira (28) dezesseis dias de greve em busca de reposição de 86,7% das perdas salariais relativas ao período entre 1999 e 2013 e pagamento de 65% pelo regime de Dedicação Exclusiva. Depois de tentar negociar diversas vezes com o governador Sérgio Cabral nos últimos três e não obter respostas às demandas, os docentes decidiram cruzar os braços até que as reivindicações sejam aceitas.

 

O Comando de Greve, que utiliza a cor laranja em referência à luta dos garis do Rio de Janeiro, vem se dedicando a várias atividades para conscientizar a categoria, a comunidade acadêmica e a população sobre as pautas da greve. Na terça-feira (25) foram colocados outdoors em pontos centrais de Campos cobrando soluções do governo estadual. Na quarta-feira (26), os professores foram à capital do estado para participar da reunião da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, e na quinta (27), foi realizada uma assembleia geral de professores na Sede Cultural da Associação dos Docentes da UENF (ADUENF), que contou com 78 docentes e deliberou a continuidade da greve por unanimidade.

  

Os técnico-administrativos e os estudantes também decidiram por entrar em greve, fazendo engrossar o movimento na Uenf, e foi criado o Conselho de Coordenação das três categorias grevistas, que atua para unificar as lutas na universidade. Luis Passoni, presidente da Associação dos Docentes da Uenf (ADUENF), aponta que o movimento é positivo e histórico: “Este é o movimento grevista de maior adesão na história da UENF. Isso já havia ficado claro na assembleia que decretou a greve, foi a maior assembleia que a categoria jamais realizou (com a presença de 109 dos 300 docentes da UENF) e a primeira vez que uma greve é aprovada por unanimidade”. Passoni também afirmou que o movimento tem grandes chances de sair vitorioso: “entendemos que, se conseguirmos manter o atual nível de apoio, tanto interno quanto externo, bem como de mobilização e unidade dos diversos setores, temos boas chances de chegar a bom termo”, apontou o professor.

 

 

 

*Com informações e fotos de ADUENF

 

 

 

 

 

Fonte: Andes SN

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