10/04/2014
Atualizada: 10/04/2014 00:00:00
Os professores das três universidades estaduais cearenses, a Universidade Estadual do Ceará (Uece), a Universidade Regional do Cariri, (Urca) e a Universidade Estadual do Vale do Acaraú (UVA) estão mobilizados para exigir do governo estadual do Ceará o cumprimento do acordo assinado durante a última greve geral das universidades no estado, que terminou em janeiro deste ano. Os docentes ainda aguardam a abertura de concursos públicos para as três instituições e a resolução dos problemas de estrutura física do campus Itapipoca da Uece. A Seção Sindical dos Docentes da Uece (Sinduece - SSind), a Seção Sindical dos Docentes da Urca (Sindurca - SSind) e a Seção Sindical dos Docentes da UVA (Sindiuva - SSind), estão se preparando para uma reunião com o secretário estadual de ciência e tecnologia na próxima segunda-feira (14), na qual será cobrado o cumprimento do acordo.
A pressão do movimento docente já garantiu o cumprimento de algumas conquistas da greve, como o envio, por parte do governo, à Assembleia Legislativa das mensagens referentes aos três pontos da regulamentação do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV) dos docentes (afastamento, regime de trabalho e gratificação por dedicação exclusiva). Outras duas vitórias da categoria também foram encaminhadas oficialmente pelo governador: os 10 milhões de reais para a assistência estudantil da Uece foram disponibilizados e os editais das bolsas acadêmicas já foram reajustados de R$ 240,00 para R$ 400,00. O repasse, igual para as três universidades, permitiu também a ampliação do número de bolsas. Também foi autorizada a concessão de um ônibus para cada universidade e a construção de um RU no campus da Uece em Quixadá. Os técnico-administrativos ainda negociaram aumento de 102% com governo, sendo de 50 % para 2014 e de 52% divididos para 2015 e 2016.
Erlênia Sobral do Vale, da Regional Nordeste I do Andes-SN, afirma que a greve das estaduais do Ceará foi muito vitoriosa para as três categorias, mas que os docentes ainda esperam a resposta sobre o concurso público. “Vamos perguntar ao secretário na segunda-feira por que o governo não encaminhou a abertura dos concursos públicos. A Uece, por exemplo, já tem mais professores substitutos do que a lei permite. Isso precariza o trabalho desses professores, prejudica a formação dos alunos e intensifica o trabalho docente”, disse Erlênia. A professora ainda lembrou que a abertura de concursos é pauta histórica do movimento docente e que as seções sindicais das universidades estaduais do Ceará não irão desistir dessa luta.
Foto da greve terminada em janeiro, do site da Uece
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