16/05/2014
Atualizada: 16/05/2014 00:00:00

Depois da vitoriosa Marcha Nacional dos Servidores Públicos Federais (SPF) em Brasília e da Caravana da Educação, realizada nos dias 6 e 7 de maio, o funcionalismo público federal se prepara para as próximas lutas.
Os servidores das universidades federais e técnicos e docentes dos Institutos Federais já estão em greve. Os funcionários do Ministério da Cultura iniciaram a greve nesta semana e o mesmo deve acontecer em vários estados na Justiça Federal, Trabalho e Eleitoral.
A Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), que representa mais de 340 mil servidores em todo o país, promete parar sua base no dia 10 de junho, dois dias antes do jogo inaugural da Copa do Mundo. A entrada dos setores representados pela entidade aponta para a realização de uma ampla mobilização.
A decisão sobre a paralisação dos segmentos funcionalismo federal, organizados pela Condsef, será definida no dia 30 de maio, em Plenária Deliberativa da Confederação. Caso a greve se efetue, policiais federais e auditores da Receita Federal, por exemplo, deixarão de controlar o acesso de turistas estrangeiros e de bagagens, nos aeroportos, nos portos e nas rodovias.
Com a greve dos servidores da Cultura, locais como museus, monumentos históricos e outros pontos turísticos poderão ficar fechados no período da Copa do Mundo.
De acordo com a Condsef, os servidores querem que a terceira parcela do reajuste de 5%, prevista para janeiro de 2015, seja antecipada para este ano. Em 2012, governo e funcionários acordaram aumento de 15%, dividido em três anos, a partir de 2013. Os servidores reivindicam também aumento de benefícios para diversas categorias, como auxi´lio-alimentac¸a~o, o cumprimento de acordos assinados em 2012, e exigem a regulamentação da Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) para garantir uma data-base para a categoria e o direito a negociação coletiva para todos os trabalhadores.
Até o presente momento, apesar da forte greve nas bases do Sinasefe e da Fasubra, o governo federal mostra-se intransigência diante das reivindicações dos trabalhadores da educação federal. O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (Mpog) também não apresentou ainda resposta à pauta unificada dos servidores, protocolada pelo Fórum Nacional das Entidades dos SPF, no início do ano.
As entidades representativas do funcionalismo público também estão fazendo pressão no Congresso Nacional. Exigem dos parlamentares a inclusão, no orçamento de 2015, de verbas que contemplem o reajuste dos servidores.
Mobilização do Andes-SN
A greve já marca a agenda de lutas no setor da educação, e o tema está na pauta de todas as Seções Sindicais e das reuniões do setor das Ifes do Andes-SN. “Há um forte processo de mobilização, com a realização de paralisações, rodadas de assembleias na base e reunião do setor para a última semana de maio, na qual há a expectativa de definição sobre a greve em 2014 nas instituições federais de ensino", afirma o diretor do Sindicato Nacional, Josevaldo Cunha.
A agenda de luta do setor da Ifes do ANDES-SN tem previsto dois ciclos de assembleias na base: de 12 a 16 de maio, com a inclusão de pautas locais junto às reitorias, e dias 22 e 23 de maio. "Faremos uma paralisação no dia 21 de maio, data da próxima reunião entre o MEC e o Sindicato Nacional, e entre os dias 24 e 26 será realizada a reunião do setor das Ifes, que terá entre as pautas a greve para este ano", conclui o diretor do ANDES-SN.
* Com informações da CSP-Conlutas