19/05/2014
Atualizada: 19/05/2014 00:00:00
Na última sexta-feira (16), docentes da UFPI e Uespi receberam a presidente com faixas e encenação na útil
Docentes e servidores das Universidades Federal e Estadual do Piauí – UFPI e Uespi - receberam a presidente Dilma Roussef em Teresina (PI) com protestos, na última sexta-feira sexta-feira (16), de acordo com matéria do G1. Os docentes se reuniram em frente ao auditório do Teresina Hall, com faixas e cartazes, e pediram mais investimentos para as duas universidades. Com palavras de ordem, afirmaram ainda que o Brasil irá parar durante a Copa.
De acordo com a reportagem, o bom humor fez parte do ato. A professora da UFPI, Elziene Lilian, estava fantasiada de Dilma Roussef, incluindo roupa e faixa presidencial. Simbolizando a falta de investimentos, os docentes realizaram uma encenação na qual abordavam a gestora com pedidos e reinvindicações, ao que a personagem respondia de forma negativa. “Não negocio com ninguém da Uespi ou Ufpi”, dizia a mulher fantasiada.
20 de maio: dia de mobilização na Uespi
A Adcesp – Seção Sindical do ANDES-SN - convoca todos os docentes, estudantes e servidores para um dia estadual de mobilização nesta terça-feira (20), em defesa da educação pública. No mesmo dia, professores da rede estadual e da rede municipal de Teresina estarão mobilizados, realizando um dia de paralisação.
A atividade desta terça-feira na Uespi é uma preparação para o dia 28, Dia Nacional de Luta em Defesa das Universidades Estaduais e Municipais, conforme aprovado no 33º Congresso do ANDES-SN, realizado em fevereiro, em São Luís (MA).
A categoria docente, em conjunto com Centros Acadêmicos (CA), Movimento DCE Uespi Livre, coletivos estudantis, além do movimento SOS Uespi, estão organizando uma grande manifestação para o dia 28, com a participação de caravanas de vários campi, de norte a sul do Piauí. A comunidade acadêmica, mais uma vez, estará reivindicando mais verbas para Uespi, e que se ampliem os investimentos em ensino, pesquisa e extensão e assistência estudantil. “Também reivindicamos a efetivação de todo o quadro docente (nomeação dos professores classificados no último concurso, e realização de novo concurso), para se respeitar o que diz a Lei 124/2009 (PCCS dos docentes da Uespi)”, afirma a Adcesp.
Várias manifestações em diversos campi da Uespi já foram realizadas neste semestre, cujo objetivo é alertar o governo do estado sobre os problemas da universidade, cobrar soluções, e mostrar à sociedade o papel relevante que a Uespi tem na formação dos estudantes. “E esse trabalho agora está comprometido pela inércia do atual governador José Filho (PMDB), que ainda não nomeou os professores classificados do último concurso”, afirma a Seção Sindical.
De acordo com a Adcesp, os governos Wilson Martins (PSB) e Wellington Dias poderiam ter evitado a atual situação da Uespi se tivessem ouvido as reivindicações da comunidade universitária, no que se refere à necessidade de efetivação dos professores, conforme a Lei 124/2009. “Zé Filho [atual governador], no entanto, poderia avançar na resolução deste problema, mas não tem interesse. Como resultado, hoje 401 disciplinas que ainda não se iniciaram neste semestre (2014.1) e já estamos com mais da metade deste semestre cursado, simplesmente por falta de professor”, acrescenta a Adcesp.
Greves estudantis sacodem Uruçuí e SRN
Disciplinas sem professores, falta de estrutura física (laboratórios, salas de aula, bibliotecas, restaurantes universitários, residências universitárias), falta de equipamentos e de assistência estudantil. Esta é a realidade enfrentada pelos estudantes nos campi da Uespi. Para mudar esta situação, o movimento estudantil está realizando mobilizações em diversos campi da universidade. A audiência pública realizada pelo Ministério Público Estadual na Uespi, no último dia 15, foi muito importante no processo de mobilização, para discutir os problemas da Instituição.
Em Uruçuí e em São Raimundo Nonato, os estudantes resolveram deflagrar greve iniciada em 24 de abril e 14 de maio, respectivamente. “A Adcesp manifesta total apoio às greves estudantis e chama toda a sociedade a exigir que o governo Zé Filho abra negociação imediata para atendimento das demandas da comunidade universitária”, conclui a Seção Sindical.
* Com informações da Adcesp – Seção Sindical – e G1