05/06/2014
Atualizada: 05/06/2014 00:00:00
Decisão será discutida em Brasília e nova assembleia será convocada pela Adufal
Reunidos em assembleia geral convocada pela Adufal – seção sindical do Sindicato Nacional das Instituições de Ensino Superior (Andes SN), nesta quarta-feira (04), no Campus A. C. Simões, os professores da Ufal deliberaram pelo indicativo de greve. Assinaram o livro de presença da entidade 102 professores e na hora da votação foram computados 55 votos favoráveis, 18 contra e oito abstenções.
Essa decisão será apresentada pelo secretário geral da Adufal, professor Henrique Cahet, na reunião dos representantes do setor das Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes) do Andes-SN a ser realizada no sábado (7), em Brasília. “A partir dos encaminhamentos dessa reunião, a Adufal deverá convocar nova assembleia, quando, então, os professores vão discutir e deliberar sobre a greve por tempo indeterminado”, expôs o presidente da Adufal, professor Marcio Barboza.
A pauta de reivindicações dos docentes federais foi protocolada desde fevereiro no Ministério de Educação (MEC), no gabinete da ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior e na Secretaria de Relações de Trabalho (SRT/Mpog). Entre os principais eixos da pauta estão a reestruturação da carreira, a valorização salarial de ativos e aposentados, melhores condições de trabalho e garantia de autonomia para as universidades.
Os professores lutam pela reestruturação da carreira porque seus referenciais remuneratórios aparecem apenas em tabelas de valores nominais, sem piso, sem lógica de evolução, sem relação entre regimes de trabalho e titulação.
Em 2012, na última greve, essa já era uma antiga reivindicação, mas, segundo os docentes, nada foi resolvido a esse respeito. “Naquela ocasião, o governo apresentou tabelas e mais tabelas que na prática resultaram no aprofundamento da desestruturação da carreira”, disse Marcio Barboza.
Reivindicações locais - Na pauta local, que difere de universidade para universidade, os professores reivindicam à administração central da Ufal itens como laboratórios; salas de permanência; material didático-pedagógico; tomada de providências para reverter as situações caóticas em que se encontram alguns campi e unidades acadêmicas; conclusões das obras de infraestrutura; carga horária que garanta o exercício das atividades acadêmicas, levando em conta os princípios de pesquisa, ensino e extensão que norteiam a universidade brasileira e garantia de afastamento dos docentes para qualificação, de acordo com a Lei em vigor.