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09/06/2014
Atualizada: 09/06/2014 00:00:00


O último dia da reunião da Coordenação Nacional da CSP-Conlutas, que teve início na sexta-feira (6) e seguiu até domingo (8), foi dedicado à apresentação dos relatórios dos setoriais realizados no sábado (7): servidores públicos federais, educação, saúde e segurança do trabalhador, LGBT, negros e negras e mulheres, além do relatório da reunião de jornalistas de entidades e movimentos da Central. Aprovados pela Coordenação, os documentos apontam políticas para os diversos segmentos de atuação da entidade.
 
Também foram aprovadas resoluções de Conjuntura e Atividades, de Organização da Central, e sobre a crise de abastecimento de água na região metropolitana de São Paulo.
 
O segundo dia da reunião, sábado (7), foi fundamental para a organização da CSP-Conlutas. Um dos dirigentes da Secretaria Executiva Nacional, Sebastião Carlos - o Cacau - apresentou uma exposição sobre a situação da estruturação da CSP-Conlutas na classe trabalhadora brasileira e nos movimentos sociais, além da expansão no trabalho rural.
 
Cacau abordou a conjuntura que se abriu desde as mobilizações de junho de 2013 e as lutas que estão ocorrendo no interior da classe trabalhadora sem o apoio das direções sindicais. “Uma série delas, rodoviários, garis, monotrilho e rodoviários de São Paulo, foram movimentos importantes pela ousadia e que se deram sem o apoio dos respectivos sindicatos”, ressaltou.
 
O dirigente defendeu que, dentro dessa perspectiva, o objetivo da Central, de construção pela base, encontra melhores condições atualmente que no período anterior.  “Trabalhadores de muitas das greves que se deram pela base vieram nos procurar, as rupturas que ocorrem com os trabalhadores rurais também são muito importantes, permitindo uma nova perspectiva de inserção neste setor”, frisou.
 
Desde essas mobilizações, o objetivo da Central é fortalecer-se pela base das categorias em luta. “Tendo clareza que são processos que enfrentam governo, justiça, imprensa, a patronal e são bem radicalizados”, reforçou.
 
Situação legal
Em relação à organização da CSP-Conlutas, também foi discutida a situação legal da Central diante do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Quantidade de sindicatos filiados, representatividade nas regiões e as pendências existentes com políticas para solucioná-las.
 
Finanças
No sábado (7), foram apresentadas as contas da Central pelo Conselho Fiscal, e discutida com o plenário a necessidade de fortalecer as finanças da CSP-Conlutas. Ao final do dia, foram realizadas as reuniões dos setoriais.
 
Situação nacional, luta dos trabalhadores e mobilizações da Copa

O vídeo produzido pelas entidades do Espaço de Unidade de Ação “Na Copa Vai Ter Luta!”, que convoca a unidade dos trabalhadores nas lutas e nas manifestações durante a realização do megaevento marcou o início da reunião, na sexta-feira (6). Ao final da exibição, o plenário reforçou a palavra de ordem, com todos gritando “Na Copa Vai Ter Luta”. 
 
O primeiro dia de reunião contou com a realização da palestra de Daniel Romero, do Instituto Latinoamericano de Estudos Socioeconômicos, que fez um resgate da história recente da luta de classes, de 1980 até os dias atuais, dizendo-se feliz com este momento da conjuntura. “Um espectro ronda o Brasil, das greves, das lutas, dos movimentos populares”, disse parafraseando Karl Marx. Maria Lúcia Fattorelli, coordenadora da Auditoria Cidadã da Dívida, fez uma apresentação sobre o modelo econômico brasileiro que privilegia a dívida pública em detrimento aos benefícios para o trabalhador. 
 
Para a coordenadora da Auditoria Cidadã, as manifestações e lutas que têm acontecido denunciam essa falta de investimentos nas áreas sociais, mas não observam que parte importante desse dinheiro vai para o pagamento da dívida pública.
 
“Por que pagamos tanta dívida? Por que temos juros tão altos? Por que a nossa carga tributária é tão alta para o trabalhador? Por que essa ausência de bens e serviços públicos?”. Essas foram algumas das perguntas que Maria Lúcia respondeu em sua exposição, defendendo que o pano de fundo de todas essas questões é o sistema da dívida.
 
Uma dívida que comprometeu 40,30% do orçamento em 2013 e que, para pagá-la, o governo realizou reuniões em sedes de bancos nos Estados Unidos para vender empresas brasileiras. “Assim se dá a privatização de portos, aeroportos, do petróleo”, ressaltou Fattorelli. “A venda do país se deu com o governo afirmando que o BNDES financiaria a compra das estatais brasileiras e o Banco Central cobriria os riscos”, denunciou.  Para Maria Lúcia, o Brasil está sendo rifado e o povo paga a conta. “Esse é o modelo econômico vigente no país”.
 
O primeiro dia da reunião também foi dedicado para que os presentes expusessem como estão ocorrendo as lutas e o debate sobre o tema apresentado pelos dois palestrantes.
 
* Com edição do ANDES-SN

* Foto - CSP-Conlutas

Fonte: Andes SN

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