18/06/2014
Atualizada: 18/06/2014 00:00:00
Desde seu início em 2005, o processo de expansão da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) foi marcado por graves problemas de infraestrutura. A expectativa da comunidade, porém, sempre foi de que com o passar do tempo, tais deficiências fossem gradativamente sanadas. Quase 10 anos depois, entretanto, boa parte da precariedade das instalações continua, ou ainda pior, agrava-se. A expansão sem o financiamento estatal adequado e com condições insuficientes para uma boa realização das atividades educacionais resultou no atual quadro bastante problemático na Instituição.
Em Diadema, por exemplo, a comunidade universitária, como forma de pressão, voltou a cogitar a proposta de “vaga zero”. Dessa forma, os sete cursos de graduação do campus não ofereceriam nenhuma vaga para ingressantes em 2015. A medida drástica, alegam, seria decorrente da não existência de salas de aula e laboratórios para todos os termos e cursos do campus.
No espaço provisório do campus Guarulhos, além da redução do área destinada à biblioteca, da precariedade dos banheiros e dos problemas de acústica e temperatura nas salas de aula, as redes elétrica e de cabos ainda não permitem a instalação de impressoras e compromete o sistema de internet. Em São Paulo, as aulas são constantemente interrompidas por reformas e vazamentos.
Na Baixada Santista, os docentes, servidores técnico-administrativos e estudantes do curso de Educação Física permanecem sem quadra de esportes, apesar da Comissão do Ministério da Educação ter avaliado o curso com nota 4. Toda a comunidade padece com a constante quebra dos elevadores e do sistema de ar-condicionado da nova unidade.
Em nota divulgada em sua página na internet, a Adunifesp Seção Sindical do Andes-SN denuncia que “a comunidade universitária clama há anos pela resolução a curto prazo dos problemas de infraestrutura mais graves. A resolução das demandas mais importantes de suas diversas unidades é fundamental para uma educação pública de qualidade e para que a Instituição possa dar continuidade à sua expansão, inclusive com a abertura de novos campi. Nesse sentido, a Unifesp deve pressionar o Governo Federal para que garanta o financiamento adequado e construir as soluções para suas deficiências em conjunto com toda comunidade”.
* Com edição do Andes-SN
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