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11/07/2014
Atualizada: 11/07/2014 00:00:00


Data: 11/07/2014

 

 

Em assembleia ocorrida no dia 9 de julho, os docentes do campus de Lagarto da Universidade Federal de Sergipe decidiram manter a paralisação das atividades de ensino, por considerarem que a universidade ainda não oferece condições suficientes para o retorno das aulas.

 As atividades de ensino da UFS em Lagarto estão paralisadas desde o dia 25 de abril deste ano, quando os estudantes entraram em greve por falta de estrutura mínima para a continuidade do período letivo. No dia 12 de maio, os docentes do campus decidiram parar também, reforçando a mobilização.

 Em entrevista, a professora Alessandra Alcides, do Departamento de Educação e Saúde do campus de Lagarto, explica a situação do campus e os motivos da paralisação.

ADUFS - Qual a situação do campus de Lagarto e por que a paralisação continua?

 Prof. Alessandra - Em Lagarto, nós paralisamos as atividades de ensino antes mesmo de a UFS entrar em greve, por causa das nossas condições de trabalho precárias, principalmente para os cursos que estão se formando agora. No dia 09 desse mês, fizemos uma assembleia em Lagarto, convocada pelo sindicato, para discutir a situação e ver os avanços desde a nossa paralisação.

Antes dessa assembleia, tivemos uma reunião com o diretor acadêmico do campus, o professor Fabiano Alvim, e a situação é que não houve praticamente avanço nenhum. As clínicas de Fonoaudiologia, de Nutrição, continuam paradas, e a perspectiva de chegada do maquinário é de no mínimo seis meses, através de licitação.

Por conta disso, os professores decidiram manter as atividades de ensino paralisadas. Nós continuamos trabalhando no departamento, mas não voltamos para a sala de aula porque não tem condição para receber esses alunos ainda.

 ADUFS – Como está o processo de negociação com a universidade?

 Prof. Alessandra - No dia 17 desse mês, teremos uma reunião com o reitor, às 16h, na reitoria, com a presença do Comando Local de Mobilização, e no dia 18 haverá uma reunião em Lagarto com a direção do campus, para eles darem as respostas às nossas solicitações. Depois dessas reuniões, dia 21 teremos outra assembleia para avaliar se continuamos ou não paralisados.

 ADUFS – Cite alguns pontos de reivindicação que foram atendidos e os que não foram:

 Prof. Alessandra - Tínhamos salas sem quadro branco ou negro, sem climatização adequada. Nesse quesito, as reivindicações foram atendidas: agora toda sala tem ou quadro branco ou quadro negro, todos os ventiladores estão funcionando, essas foram algumas conquistas da nossa paralisação e das negociações.

 Sobre o quantitativo de data-show, apesar de ainda não ser o ideal, houve uma melhora, uma melhor distribuição entre os departamentos. Já com relação às reivindicações que precisam de mais recurso, continua tudo parado.

 Por exemplo, foi aprovada a compra de alguns materiais para o departamento de Educação e Saúde, mas não há perspectiva de quando esses materiais vão chegar. Na sala de Fonoaudiologia, não tem água potável, deram o bebedouro de garrafão, mas a universidade não dá o garrafão, então, não resolveu o problema, porque os alunos e docentes vão ter que comprar a água de qualquer forma.

 Com relação à avaliação da qualidade da água do campus provisório e dos anexos, isso também não foi feito até hoje, algo que a gente considera como simples, é só coletar e levar para análise, e ainda não foi feito.

 Mas o ponto principal é a falta de equipamento e material para a realização adequada das aulas. Por exemplo, no curso de Farmácia, no terceiro e quarto ano, os estudantes entram com análise clínica. Eles precisam de material mínimo, senão você não tem como fazer nada nesse módulo, e até então não há perspectiva de quando chega esse material.

 

 

 

*Edição de Andes-SN.

 

 

 

 

 

 

 

 
Fonte: Andes SN por ADufs-SSind

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