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30/09/2014
Atualizada: 30/09/2014 00:00:00


Data: 30/09/2014 

Dirigentes dos sindicatos dos metalúrgicos ligados à CSP-Conlutas em São José dos Campos, à Intersindical em Campinas, Limeira e Santos, e à CUT vão unificar as mobilizações da Campanha Salarial e farão paralisações conjuntas em São Paulo. A decisão foi acertada em reunião ocorrida na última sexta-feira (26) na capital do estado.  A data-base das categorias é 1º de setembro.

 

Os sindicatos, que representam cerca de 340 mil metalúrgicos no Estado, realizam nessa terça-feira (30) um Dia Estadual de Lutas com mobilizações e paralisações nas produções, tendo como objetivo pressionar por negociações efetivas em relação à pauta de reivindicações DAS categorias. A estratégia é parar, primeiramente, as empresas de autopeças nas bases da CSP-Conlutas, Intersindical e CUT.

 

Na Eaton de São José dos Campos, por exemplo, que possui cerca de 450 trabalhadores e produz válvulas de motores, a produção está 100% parada. Durante a assembleia na empresa, a patronal convocou a Polícia Militar para forçar a entrada dos trabalhadores e impedir qualquer mobilização. Viaturas cercavam a entrada da fábrica, mas mesmo assim os metalúrgicos decidiram pela paralisação.

 

Com a paralisação, os trabalhadores da Eaton querem forçar os empresários a destravarem as negociações, iniciadas em julho. Até agora, o Sindipeças propôs apenas a reposição da inflação, de 6,35%. O índice já foi rejeitado pela categoria. Outras fábricas do setor já fecharam acordos com aumento real. Na TI, os trabalhadores conquistaram 10%; na Schrader e Parker Filtros, o acordo foi de 9% mais reajuste nos benefícios. Mas para chegar a conquistas, houve muita mobilização, com três dias de greve na Schrader e cinco dias na TI.

Unidade para lutar pelos trabalhadores

 

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Antônio Ferreira de Barros, o Macapá, disse que é importante a união dos metalúrgicos no Estado para conquistar o aumento real de salário. “A única forma de modificar o processo de negociação neste momento e derrotar a choradeira dos patrões de arrocho salarial é fazer este processo de mobilizações e greves”, finaliza.

 

O secretário geral do Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Limeira, Jair dos Santos, também concorda. “Vamos pressionar os patrões que estão em uma posição confortável. Eles se escondem atrás do processo eleitoral e fazem um discurso falso de crise. O Brasil não está em crise. O governo tem garantido vários incentivos para as empresas”, relata.

 

O sindicalista falou que os patrões querem criar um processo de “terrorismo psicológico na sociedade”, passando uma falsa ideia de “crise e desemprego”. “Estamos vendo outra realidade: as empresas estão batendo recorde de produção e os seus lucros estão aumentando”, explica. Os metalúrgicos de São José e da região de Campinas estão negociando também com as bancadas patronais a renovação das cláusulas sociais.

 

Greve por tempo indeterminado

 

Os sindicatos metalúrgicos também definiram que se até sexta-feira (3) de outubro as bancadas patronais não apresentarem uma proposta de reajuste salarial com aumento real que atenda à categoria metalúrgica, a partir do dia (6), as fábricas de todos os setores patronais vão parar.

 

*Com informações de CSP-Conlutas e FEM.

 

 

 

Fonte: Andes SN

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