16/10/2014
Atualizada: 16/10/2014 00:00:00

Um grupo de aproximadamente 120 famílias, organizado pelo Movimento Popular Terra Livre (MPTL), ocupa, há mais de uma semana, a Fazenda Córrego Rico, mais conhecida como a Fazenda do Estado, localizada em Itauçu (GO). A área total conta com 151 alqueires ou 771 hectares.
A ocupação, iniciada no dia 4, tem como objetivo reivindicar ao governador Marconi Perillo (PSDB/GO), a retirada da fazenda da relação de imóveis do Estado de Goiás colocados à venda, para que a área seja destinada à reforma agrária. “Até este momento, o governo não veio conversar. Iremos manter a ocupação até haver negociação”, afirma Joselito Ferreira da Silva, membro da coordenação nacional do MPTL.
Em 2013, a fazenda foi colocada à venda, junto com outros imóveis em um leilão, pelo preço mínimo de R$ 9,4 milhões e não apareceu comprador interessado. Neste período um grupo de famílias também organizadas pelo MPTL montou um acampamento nas proximidades da fazenda, na GO-144, estrada de terra que liga a cidade de Araçu ao Distrito de Ordália, com o objetivo de chamar atenção do governador para que retirasse a fazenda do leilão. Porém, antes mesmo de estabelecer um canal de negociação com o movimento, as famílias foram retiradas a força pela polícia.
Em nota divulgada à imprensa, o MPTL informa que o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) já demonstrou interesse pela área. De acordo com o movimento, a Superintendência do Incra em Goiás realizou vistoria prévia na fazenda e constatou sua viabilidade para fins de reforma agrária. “O Incra se mostrou favorável, agora só falta o governo se posicionar. Esperamos uma negociação com o governo para a reforma agrária”, disse Silva.
Segundo o movimento Terra Livre, se a terra for destinada para a reforma agrária poderá beneficiar dezenas de famílias de trabalhadores rurais sem terra. “O assentamento vai gerar trabalho e renda para centenas de pessoas, movimentará a economia da região, aumentará a produção de alimentos. Como sabem a agricultura familiar é responsável por 75% de toda produção de alimentos que vai para mesa dos brasileiros e por ¾ dos postos de trabalho gerado no campo”, informa o movimento.
O MPTL afirma que o custo médio para criação de emprego no campo é mais barato que todos os outros ramos de atividades, econômica, indústria, comércio e serviço.
*Com informações e foto do MPTL