09/12/2014
Atualizada: 09/12/2014 00:00:00
A Bélgica enfrentou nesta segunda-feira (8) um novo dia de greve, que afetou as regiões de Bruxelas e Brabante Valão, como forma de protesto contra as novas medidas de austeridade anunciadas pelo governo. Os sindicatos, que convocaram as greves, opõem-se ao aumento da idade da reforma, às alterações ao regime das pensões e à redução dos salários.
O transporte público não funcionou, e cerca de 50% dos voos previstos para o dia, a partir do Aeroporto Nacional de Bruxelas, foram cancelados. O acesso às escolas primárias e secundárias foi bloqueado, e os hospitais cancelaram as consultas, funcionando como no domingo, ou seja, apenas com serviço de urgência
As grandes áreas comerciais e as sucursais bancárias também foram fechadas. O setor industrial também aderiu à paralisação, com greves convocadas pelas concessionárias de automóvel e pelo Porto de Bruxelas.
Os trabalhadores das cadeias de televisão nacionais RTBF e VRT votaram a favor da greve geral, e as emissões habituais foram substituídas por outros programas. A província de Brabante Valão será afetada de maneira semelhante, e apesar de as estações não serem bloqueadas, nenhum ônibus partiu em direção a Bruxelas.
O novo governo de centro-direita, formado há dois meses, deverá enfrentar mais ações integradas, em uma série de greves regionais que serão feitas até o dia 15 de dezembro, quando finaliza a paralisação geral.
*Edição de Andes-SN.
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