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07/01/2015
Atualizada: 07/01/2015 00:00:00


 

Data: 06/01/2015

Já se passaram mais de três meses desde o desaparecimento forçado dos 43 estudantes de Ayotzinapa, no México, em 26 de setembro de 2014. Diversas versões do ocorrido já foram apresentadas e contestadas, e enquanto apenas um corpo foi achado e reconhecido, os familiares cobram ações efetivas do Estado no processo de investigação.

O movimento no México clamou por apoio internacional, que segue até hoje com força em diversos países pelo mundo, e nesta terça-feira (6) manifestantes norte-americanos realizaram protestos em frente à Casa Branca, em Washington, motivados pela visita do presidente mexicano Enrique Peña Nieto.

Este encontro se dá para tratar de políticas migratórias, e segundo informações da Secretaria de Relações Exteriores da Casa Branca, apesar de o governo americano ter declarado, em dezembro de 2014, apoio para a resolução do caso de Iguala, a reunião não tratará deste tema.

As demonstrações de indignação também foram realizadas em San Francisco (CA), em frente ao Centro Mission Cultural, localizado em um bairro latino, no consulado mexicano de Nova Iorque, Los Angeles e em diferentes sedes diplomáticas mexicanas de outras 20 cidades do país, como Dallas, Portland, Fresno, Oxnard, Seattle, Mineapolis e Utah. 

Mulher de ex-prefeito é detida em prisão federal

Nesta segunda-feira (5), a Procuradoria Geral da República do México comunicou detenção em prisão federal de María de los Angeles Pineda, mulher do ex-prefeito do município mexicano de Iguala, José Luis Abarca, preso e acusado da morte de seis pessoas e do desaparecimento dos 43 estudantes, há mais de três meses, no estado de Guerrero. A informação é da Agência EFE.

María, que já cumpria prisão domiciliar, foi transferida para uma detenção de segurança máxima sob a acusação de envolvimento com o crime organizado e lavagem de dinheiro, mas não diretamente pelos desaparecimentos. Sua prisão é relacionada aos cartéis das drogas dos Irmãos Beltrán Leyva e Guerreros Unidos, acusados de serem os responsáveis pelo desaparecimento e morte dos estudantes. 

Ainda de acordo com a Agência EFE, a PGR confirmou que segue aberta a investigação sobre a participação do casal no desaparecimento dos 43 estudantes. Dezenas de policiais de Iguala, relacionados ao desaparecimento e morte dos estudantes já foram acusados formalmente por crime organizado e sequestro.

Com informações da CSP-Conlutas e Agência EFE

Fonte: Andes SN

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