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23/01/2015
Atualizada: 23/01/2015 00:00:00


Data: 23/01/2015

 

Aeroviários e aeronautas decidiram em assembleia geral, realizada na tarde de quinta-feira (22), por se manter mobilizados e em estado de alerta, e não realizar nova paralisação até os resultados da negociação no Tribunal Superior do Trabalho (TST), marcada para esta sexta-feira (23), para tratar das reivindicações dos trabalhadores.

Considerada histórica por articular aeroviários (trabalhadores em solo) e aeronautas (trabalhadores em voo), a paralisação da categoria foi realizada por uma hora, na manhã de quinta-feira, com atos nos aeroportos de Congonhas e Guarulhos, ambos em São Paulo (SP), Fortaleza (CE), Brasília (DF), Porto Alegre (RS), Salvador (BA) e os dois aeroportos do Rio de Janeiro, Antônio Carlos Jobim e Santos Dumont. Segundo dados disponibilizados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), houve atraso de 148 voos e cancelamento de outros 66. 

Os trabalhadores reivindicam um aumento de 8,5% nos salários e benefícios, melhores condições de trabalho e o estabelecimento de um piso salarial para os agentes que fazem o check-in. Além da ampliação do número de folgas, a limitação das madrugadas consecutivas em trabalho e de tempo em solo. Conforme a categoria, esse são pontos essenciais para reduzir o risco de acidentes ligados à fadiga. 

A proposta do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea) e da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) oferece reajuste de 6,5% para os salários e aumento de 8% para alguns benefícios.

 

Confira as reivindicações dos trabalhadores da Aviação Civil:

Aeroviários 

- Reposição da Inflação com aumento real de 8,5%;

- Reajustes nos pisos salariais de 11% para: auxiliares de serviços gerais e de manutenção de aeronaves; agente de proteção; operador de equipamento; mecânico de manutenção de aeronaves e despachante/agente de check-in/aeroporto;

- Criação de piso para agente de check-in;

- Vale-refeição R$ 16,65 para os aeroviários com jornada de trabalho de até 6 horas, e de R$ 22,71 para os demais;

- Seguro de vida: total ou parcial, no valor de R$ 20.000,00;

- Fornecimento de cosméticos quando exigido;

- Cesta básica de R$ 326,67;

- Jornada de trabalho de 36 horas semanais, exceto para os aeroviários que façam  funções administrativas, que neste caso será de 40 horas semanais;

- Creche e/ou escola de educação infantil para filhos de aeroviários e aeroviárias.

 

Aeronautas 

- Reajuste de todos os itens econômicos (salários, diárias, pisos, vale alimentação e seguro): 8,5%

- Alteração da cláusula da Compensação Orgânica;

- Definição de valores para as diárias internacionais;

- Fim do teto para ganho do vale-alimentação;

- Pagamento em caso de jornadas semanais maiores que 44 horas;

- Um dia ou período para atividades relacionadas ao uniforme do aeronauta;

- Aumento do Período Oposto para 6 dias consecutivos;

- Fim do limite de 5 aeronautas no Passe Livre;

- Novo número mínimo de folgas mensais;

- Limitação das madrugadas consecutivas;

- Remuneração das horas de solo;

- Plano de previdência privada.

 

Aeronautas (táxi aéreo)

- Reajuste de todos os itens econômicos (salários, diárias, pisos, vale-alimentação, diária de hotel e seguro): 8,5%

- Alteração da cláusula da Compensação Orgânica;

- Remuneração das horas noturnas;

- Inclusão de cláusula de multa em caso de descumprimento.

 

Saiba Mais

Aeroviários e aeronautas fazem paralisação na quinta

 

*Com informações do Sindicato Nacional dos Aeroviários e do Sindicato Nacional dos Aeronautas

**Fotos da Agência Brasil e Sindicato Nacional dos Aeroviários

 

Fonte: Andes SN

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