20/02/2015
Atualizada: 20/02/2015 00:00:00
As sete universidades estaduais do Paraná seguem em greve contra os ajustes propostos pelo governador Beto Richa no serviço público estadual. Os professores pedem a revogação do pacote de ajustes do governo do estado, que retiram direitos dos servidores, a revisão da criação do fundo de pensão privado para os servidores estaduais, o pagamento do 1/3 de férias e a manutenção da autonomia universitária.
Mary Falcão, 2ª vice-presidente da Regional Sul do Andes-SN, afirma que os docentes das sete universidades estaduais paranaenses estão instituindo um comando unificado de greve, e que estão em contato com as demais categorias de servidores públicos estaduais para aumentar as forças das lutas no Paraná. Também estão em greve os trabalhadores do Detran-PR, da saúde estadual, do judiciário estadual e da educação básica paranaense.
Um dos temas que tem mobilizado os docentes e servidores das universidades paranaenses é o da autonomia. Em informativo divulgado no dia 14 pela Associação dos Docentes da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Adunioeste – Seção Sindical do Andes-SN) a questão é problematizada a partir do “Projeto de Autonomia das Universidades Estaduais do Paraná”, escrito pelo governo para compor o pacote de ajustes, mas que acabou por não ser, ainda, apresentado à Assembleia Legislativa.
Segundo o informativo da Adunioeste-SSind, o projeto prevê o congelamento do orçamento das universidades tendo como base o orçamento de 2013, e em seguida uma progressiva redução orçamentária com fim em 2019. Com o congelamento, afirma a Adunioeste-SSind, o governo do Paraná quer diminuir o número de docentes e técnico-administrativos usando-se do represamento de vagas. O projeto também prevê um índice para determinar o número de professores adequado a cada instituição, baseado na relação carga horária/número de docentes, que levaria 5 das 7 universidades à diminuição de pessoal.
Confira aqui o informativo da Adunioeste-SSind.
Imagem de Sinduepg-SSind