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03/03/2015
Atualizada: 03/03/2015 00:00:00


 


Data: 03/03/2015

Os docentes e técnico-administrativos das sete universidades estaduais do Paraná decidiram no início desta semana, em suas respectivas assembleias, continuar a greve unificada das categorias por tempo indeterminado. Os professores reiteraram a pauta de reivindicações, entre as quais estão: a retirada do projeto de reforma da previdência, com a instituição da previdência complementar Paranáprevidência; o pagamento imediato do 1/3 de férias, que não foi pago a todos os servidores das universidades; e a retirada do projeto do governo de autonomia universitária que, segundo o movimento grevista, ocorreu sem diálogo.

No sábado (28), o comando de greve dos professores, composto por representantes das sete universidades, se reuniu e avaliou pela continuidade de greve, devido a posição do governador do Paraná em não responder as demandas da categoria, o que foi ratificado por todas as assembleias docentes. Ainda na reunião do Comando de Greve, foi acordado o encaminhamento de uma carta aos conselhos universitários sobre o calendário acadêmico; e uma outra, já protocolada, aos deputados estaduais, em que os professores cobram o apoio dos parlamentares a luta das universidades estaduais e posição dos seus respectivos mandatos.

Mary Falcão, 2ª vice-presidente da Regional Sul do Andes-SN, explica que o movimento solicita “aos conselhos universitários que eles atrasem a suspensão do calendário, reivindicam a saída da Uenp e da Unespar do Meta 4 [programa gerencial do estado] e o fim do decreto publicado pelo governo sobre autonomia universitária”. O decreto prevê a criação de um Grupo de Trabalho com a finalidade de realizar estudos visando a elaboração de proposta de projeto para autonomia universitária, o que não condiz com a proposta de autonomia dos docentes. “É consenso entre os sindicatos, ligados ao Andes-SN, que nós não vamos aceitar uma discussão sobre autonomia via decreto”, apontou Mary. De acordo com diretora do Sindicato Nacional, o movimento de greve segue forte, com agenda de atividades na rua, dialogando com a sociedade, em todas as cidades onde as universidades têm campi.

Participam da greve, as universidades estaduais do Centro-Oeste (Unicentro), do Oeste do Paraná (Unioeste), de Londrina (UEL), do Paraná (Unespar), do Norte do Paraná (Uenp), de Maringá (UEM) e de Ponta Grossa (UEPG).

Marcha e ocupação  

No dia 25 de fevereiro, mais de 30 mil servidores públicos saíram às ruas da capital paranaense em protesto aos ataques ao serviço público, promovido pelo governador Beto Richa. A ampla manifestação representou a demonstração da força do movimento e da união das diversas categorias do serviço público estadual. No dia 10 de fevereiro, manifestantes ocuparam a Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) e impediram a votação do “pacotaço”, que ataca os direitos dos funcionários públicos. Além dos docentes e servidores das universidades, várias outras categorias do serviço público paranaense estão em greve ou em mobilização.

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Imagem de Renato Almeida

 

 

 

Fonte: Andes SN

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