09/03/2015
Atualizada: 09/03/2015 00:00:00
Manifestação ocorreu no último dia 6, no centro da capital fluminense
Representantes de diversos sindicatos, partidos e movimentos sociais e estudantis participaram do Ato Nacional contra a Privatização do Sistema Único de Saúde (SUS) e contra a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) na última sexta-feira (6), na Praça da Cruz Vermelha, centro do Rio. A atividade faz parte do calendário da Jornada de Lutas dos Servidores Públicos Federais (SPF) e foi incorporada na agenda de lutas do Setor das Instituições Federais de Ensino (Ifes) do Andes-SN, em deliberação do 34º Congresso do Andes-SN, realizado de 23 a 28 de fevereiro, em Brasília (DF).
Diretor do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Eduardo Côrtes denunciou o sucateamento da Unidade, durante o ato. Segundo ele, o HUCFF funciona com menos da metade de sua capacidade. Cortês disse que as direções de HUs sofreram pressão para aderir à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), proposta privatizante do governo federal para o setor. O diretor do hospital da UFRJ defendeu a autonomia universitária para melhorar a gestão dos hospitais.
O presidente do Andes-SN, Paulo Rizzo, participou da manifestação e criticou os ataques aos direitos sociais dos trabalhadores: “Os ataques serão respondidos com mobilização, que começa com a brava luta dos professores e técnicos do Paraná e caminha hoje contra a privatização dos hospitais e por uma saúde pública, gratuita e de qualidade”, afirmou, em referência à greve dos educadores no sul do país.
Charles Brasil, coordenador da Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra), condenou o ajuste fiscal promovido pelo governo Dilma Rousseff “nas costas dos trabalhadores”.
*Foto: Samuel Tosta/Adufrj SSind. Com edição do Andes-SN