10/03/2015
Atualizada: 10/03/2015 00:00:00
As sete universidades estaduais paranaenses seguem em greve contra o pacote de ajustes do governo estadual que afeta principalmente o funcionalismo público, em defesa da autonomia universitária e pelo pagamento de benefícios atrasados. Muitas outras categorias do funcionalismo público também estão em greve ou em mobilização.
A última reunião de negociação entre os grevistas e o governo do Paraná foi realizada na quinta-feira (4) e apresentou avanços, afirma Denny William da Silva, diretor da Associação dos Docentes da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Adunicentro – Seção Sindical do Andes-SN). No entanto, ele ressalta ainda que os docentes ficaram surpresos ao saber, na sexta-feira (5), que foi movida uma ação judicializando a greve. “É uma demonstração de autoritarismo, que se furta ao diálogo, logo quando estávamos acertando diversos pontos na negociação com o governo. É certamente uma tentativa de desarticular o movimento”, diz o docente.
A ação, que foi acatada e considera a greve ilegal – além de permitir o uso de força policial contra os grevistas – entretanto, não cita as entidades representativas dos docentes, que também não foram notificadas legalmente. “A ação é vaga e nossa greve continua, legalmente. Não fomos citados nem notificados”, afirma Mary Falcão, 2ª vice-presidente da Regional Sul do Andes-SN.
Participam da greve, as universidades estaduais do Centro-Oeste (Unicentro), do Oeste do Paraná (Unioeste), de Londrina (UEL), do Paraná (Unespar), do Norte do Paraná (Uenp), de Maringá (UEM) e de Ponta Grossa (UEPG).
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Docentes das universidades estaduais do Paraná mantêm greve
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