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20/03/2015
Atualizada: 20/03/2015 00:00:00




Data: 19/03/2015 

Uma manifestação, organizada pelo grupo anticapitalista Blockupy, reuniu mais de 10 mil pessoas na última quarta-feira (18), de diversas partes da Europa, em Frankfurt, na Alemanha, durante a inauguração da nova sede do Banco Central Europeu (BCE), segundo estimativa dos organizadores. Os manifestantes protestaram contra as políticas de austeridade. “Nosso protesto é contra o BCE que prejudica o trabalho do governo da Grécia. Queremos o fim das políticas de austeridade”, disse um dos organizadores.

"Em 18 de março de 2015 o BCE quer inaugurar formalmente de forma pacífica seu novo quartel-general em Frankfurt. Não há nada que celebrar em uma política de economia e empobrecimento!", afirmou o Blockupy no dia anterior à cerimônia.

 

Segundo a polícia, ao menos sete viaturas foram queimadas e outras sete, danificadas. Diversas ruas do centro de Frankfurt foram bloqueadas, e parte do transporte público deixou de funcionar, incluindo uma linha de metrô e bondes de superfície. Em resposta às ações, a polícia usou canhões de água e lançou gás de pimenta contra os manifestantes.

De acordo com o Blockupy, grupo criado em referência ao movimento Occupy Wall Street que tomou parte do centro financeiro de Nova York em 2011, a violência partiu de uma minoria de manifestantes, parte deles vestida de preto e com o rosto coberto. Após os confrontos, 350 pessoas foram detidas temporariamente. A nova sede custou cerca de € 1,3 bilhão.

Atos continuam na Bélgica 

Na quinta-feira (19), as manifestações contra a austeridade foram realizadas em Bruxelas, capital da Bélgica e sede da União Europeia. Milhares de pessoas tomaram as ruas da cidade para protestar contra os ajustes econômicos que prejudicam os trabalhadores. Na capital belga era possível ver muitas bandeiras gregas, em referência à luta daquele país contra a austeridade.

O governo grego anunciou essa semana que realizará uma auditoria da dívida pública do país e apresentou um pacote legislativo de enfrentamento à crise que deixou a União Europeia descontente. Ainda na quinta-feira, também em Bruxelas, Alexis Tsipras, presidente da Grécia, se reuniu com os presidentes de Alemanha e França para discutir os acordos entre os países, que preveem ajuda financeira de alemães e franceses caso os gregos sigam à risca a política de austeridade.

Edição de Andes-SN com informações de Esquerda.net e imagem de Revolution News

 


 
 
Fonte: Andes SN por Opera Mundi

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