20/03/2015
Atualizada: 20/03/2015 00:00:00
Na noite desta quinta-feira (19), os estudantes que haviam ocupado a reitoria da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) contra medidas tomadas pela Fundação São Paulo (Fundasp), realizaram a desocupação do espaço, após garantir uma audiência com o órgão administrativo da universidade.
A Fundasp, mantenedora da PUC ligada à igreja, vem tomando uma série de medidas de corte de gastos que impactam a comunidade universitária, como a demissão de professores, o aumento do preço do bandejão universitário e o fechamento de turmas, se recusando a dialogar com professores, estudantes e funcionários sobre como a universidade é administrada.
Na quarta-feira (18), reitoria e Fundasp soltaram uma nota ignorando as pautas dos estudantes e afirmando que a ocupação ocorreu por conta do "duro e necessário trabalho que [a direção da universidade] vem realizando para combater a realização de festas e consumo de substâncias ilícitas dentro do campus Monte Alegre".
Os 250 estudantes presentes saíram da reitoria em ato pela universidade até à sede da Fundasp, gritando palavras de ordem como “demitam a Fundação, professor não!” e exigindo mais democracia. Após o ato, ocorreu uma assembleia dos estudantes, na qual foi dito que a ocupação obteve uma audiência de conciliação com a Fundasp, além de uma reunião de negociação entre os estudantes e um representante da Fundação.
Além de mais transparência, os estudantes demandam a volta do subsídio do bandejão para todos e bolsa-alimentação integral para os bolsistas e trabalhadores terceirizados ; creche para mães e pais estudantes, professores e terceirizados, a regularização da matrícula de todos os estudantes do FIES, a não criminalização de nenhum estudante (principalmente os bolsistas), o fim da precarização do contrato de trabalho dos professores e que nenhum curso seja fechado.
Pelo perfil do facebook da ocupação, os estudantes que ocupavam a reitoria da PUC-SP escreveram uma breve nota, na qual afirmam que seguem na luta. “Não vamos nos desmobilizar até reconquistar a nossa autonomia universitária! Não vamos recuar até nossas pautas imediatas devem ser atendidas!”, diz a nota.
A Associação dos Professores da PUC-SP (Apropuc) também se manifestou por meio de nota. Os docentes da instituição afirmam que a ocupação conquistou a primeira vitória de um processo de luta que não se encerra. “Reiteramos que a mobilização está apenas começando: ainda temos muito a conquistar”, afirma a nota, que ainda ressalta que não houve dano ao patrimônio da universidade durante a ocupação.
Edição de Andes-SN com imagem de Brasil de Fato