30/03/2015
Atualizada: 30/03/2015 00:00:00
Data: 28/03/2015
O Dia Nacional de Luta em Defesa da Educação, realizado nesta quinta-feira (26), foi marcado por protestos de estudantes, docentes e trabalhadores por todo o país. Travamento de avenidas, ocupações de bandejões nas universidades, paralisações estudantis, manifestações de professores em greve, e atos unificados em diversos estados compuseram as diversas ações que reivindicaram uma educação pública, gratuita, laica e socialmente referenciada para todos.
Em Porto Alegre (RS), os secundaristas e os estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul unificaram suas lutas realizaram um ato que colocou mais de 4 mil pessoas nas ruas em pleno aniversário da capital gaúcha. Foram quase 30 grêmios estudantis presentes. Além das pautas da educação, os manifestantes defenderam o passe livre.
No Rio de Janeiro, cerca de 1.500 pessoas estiveram presentes no ato organizado por diversas entidades ligadas ao setor de educação. A manifestação teve como principais reivindicações a defesa da educação pública e o repúdio aos cortes no orçamento – seja na educação seja em outras áreas, como saúde e programas sociais. Os manifestantes, após se concentrarem próximo à Igreja da Candelária, seguiram pela Avenida Rio Branco, até chegarem à Cinelândia, onde encerraram o protesto pacificamente.
Em Recife (PE), às 14h, houve um “Aulão Público” em forma de protesto, em frente ao Ginásio Pernambucano, na Rua do Hospício, com o tema ”A Educação não vai pagar pela Crise!”. Em Caruaru (PE), as principais ruas do centro foram tomadas por estudantes que realizaram uma passeata. Em Belém (PA), a Universidade Federal do Pará parou as atividades e os portões da reitoria da universidade amanheceram trancados. Em Teresina (PI), estudantes realizaram protesto dentro do Restaurante Universitário da Universidade Federal do Piauí (UFPI).
Em São Paulo, os trabalhadores metroviários panfletaram um material em alusão à data nas estações de Metrô. Na zona sul da capital paulista, os professores em greve do estado também integraram o dia de luta, com o atos nos bairro do Sabará, do M’Boi e no Grajaú. No M’Boi a manifestação reuniu cerca de 500 pessoas entre professores e estudantes. Os professores também fecharam uma das principais avenidas da zona leste, a avenida Radial Leste, em Itaquera, das 17h as 19h.
Os estudantes da Universidade Federal de São Paulo – campus Guarulhos, em greve desde o dia 24 de março (após assembleia que reuniu cerca de 600 estudantes) realizaram um ato que seguiu do Diretório Central dos Estudantes no campus São Paulo até a Reitoria, pedindo melhores condições de permanência estudantil como transporte, moradia, creche e alimentação. Recebidos pela reitora, após mais de 3 horas de diálogo, os estudantes conquistaram uma agenda de compromissos da reitoria em relação as pautas de permanência. Também ocorreu manifestação dos professores estaduais em greve em Guarulhos (SP).
Em Brasília (DF), estudantes realizaram em frente ao Ministério da Educação (MEC) e foram recebidos pelo governo para discutir suas pautas. Em Belo Horizonte (MG), estudantes, professores e funcionários da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) fizeram uma manifestação na manhã na porta do campus Pampulha. O grupo fechou parte da Avenida Presidente Antônio Carlos, no sentido bairro/centro. O protesto foi contra o corte de orçamento do governo federal e os impactos da falta de dinheiro na instituição de ensino. Em meio ao protesto, funcionários terceirizados da UFMG anunciam uma greve geral. Houve manifestações também em Juiz de Fora (MG) e em Fortaleza (CE).
*Edição de Andes-SN e imagem de Sul21.