06/04/2015
Atualizada: 06/04/2015 00:00:00
Centrais sindicais opositoras à presidente Cristina Kirchner realizaram uma paralisação de 24 horas na Argentina, na terça-feira (31), contra o novo limite de isenção do imposto sobre salários, estabelecida pelo governo, que atualmente está em 15 mil pesos, o equivalente a R$ 5,5 mil (pelo câmbio oficial).
Convocada por segmentos da Central de Trabalhadores da Argentina (CTA) e da Central Geral de Trabalhadores (CGT) - além de outras entidades de trabalhadores, de acordo com relatos do portal La Izquierda Diário – as mobilizações ocorreram na Zona Norte da Grande Buenos Aires, a principal concentração industrial do país. Também houve greve nas principais cidades do interior, como Córdoba e Rosário.
Há relatos de centenas de fábricas paralisadas, entre grandes multinacionais como Kraft, Fate, Pepsico, Stanie Lear, WorldColor, Procter & Gamble, Ford e Toyota, entre outras. Além de piquetes em estradas e pontes que ligam a cidade com as regiões metropolitanas. Cerca de 22 sindicatos de transportes, e trabalhadores setores bancários e públicos encabeçam o protesto.
Além da mudança nos impostos, os trabalhadores reivindicam o aumento emergencial para os aposentados, além de uma política transparente do governo sobre o índice real de inflação e desemprego. No ano passado, a Argentina registrou índice oficial de inflação de 24%. No entanto, medições de institutos privados apontam que este índice pode chegar a 39%.
Protestos
A mobilização pode ser o início de uma reconfiguração sindical no fragmentado mapa político argentino, desde que os dirigentes sindicais Hugo Moyano, Luis Barrionuevo e Pablo Micheli unificaram ações de lutas para encabeçar protestos, há cerca de três anos. Essa é a quarta paralisação enfrentada pela Casa Rosada em ano eleitoral, pleito em que Cristina não pode se candidatar ao terceiro mandato consecutivo — de acordo com as leis vigentes.
Diferentemente das outras paralisações, as sindicatos e centrais alinhados ao governo consideram as reinvindicações legítimas, permitindo liberdade de ação aos seus filiados em participar dos protestos, segundo o site La Nación.
*Edição de Andes-SN e imagem de Izquierda Diario