16/04/2015
Atualizada: 16/04/2015 00:00:00
A Confederação de Estudantes do Chile (Confech) realizou nessa quinta-feira (16) a primeira marcha do ano em defesa da educação pública. De acordo com os organizadores, 150 mil pessoas foram às ruas de Santiago, capital do país, para somar-se às mobilizações. Os chilenos estão em meio a um processo de reforma educacional e a Confech convocou a mobilização para exigir que os empresários não tenham peso nas decisões sobre o futuro da educação no país.
“Não temos poderes econômicos nos influenciando”, disse, enfaticamente, a presidente da Federação de Estudantes da Universidade do Chile (Fech), Valentina Saavedra, durante o ato. A mobilização, com o lema “Que os corruptos não decidam, que Chile decida por sua educação”, percorreu as ruas de Santiago na manhã desta quarta-feira. De acordo com a polícia chilena, ao menos 6 estudantes foram detidos durante o protesto.
Nicolas Fernández, da Federação de Estudantes da Universidade Diego Portales, afirmou que “hoje seremos firmes, como estudantes de universidades particulares não queremos mais corruptos em nossas reitorias. Tampouco queremos mais universidades privadas, queremos universidades públicas”. Mais drástica foi a dirigente da Assembleia Coordenadora de Estudantes Secundaristas (Aces), Claudia Arévalo. “Que saiam todos os políticos”, disse ela.
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