30/04/2015
Atualizada: 30/04/2015 00:00:00
Violência ocorreu contra duas professoras e a advogada da Adufpa SSind. durante ato

Docentes da Universidade Federal do Pará (UFPA) farão um protesto nesta sexta-feira, 30, a partir das 9 horas, em frente à Escola de Aplicação, em Belém, contra as atitudes machistas e agressões físicas praticadas pelo diretor da unidade, Walter Silva Júnior. Na tarde de quarta-feira, 28, durante a tentativa frustrada de criação de um sindicato chapa branca, Walter agrediu fisicamente as professoras da UFPA Suelene Pavão e Vera Jacob, além da assessora jurídica da Associação dos Docentes da UFPA (Adufpa – Seção Sindical do Andes-SN ), Ana Kelly Amorim.
A agressão ocorreu quando as docentes, juntamente com a advogada e dezenas de professores, tentavam entrar no auditório da CNBB, onde estava previsto ocorrer uma assembleia para criar um sindicato de docentes das Instituições Federais de Ensino Superior de Belém, Bragança, Ananindeua, Abaetetuba e Cametá. Além de serem impedidas de entrar por um grupo de seguranças de uma empresa privada, as três foram violentadas fisicamente pelo diretor da Escola de Aplicação.
A violência física foi registrada na Delegacia da Mulher, onde as docentes e a advogada fizeram Boletim de Ocorrência e encaminhadas para exames de corpo de delito. O diretor da Escola de Aplicação deve responder, penalmente, pelas agressões. “Estou me sentindo muito mais violentada moralmente, pois são marcas que não se apagam fáceis. Em pleno regime democrático, fomos agredidas quando lutávamos por democracia e em defesa da autonomia do movimento docente, contra a intervenção da reitoria e do governo”, afirmou a diretora-geral da Adufpa SSind, Suelene Pavão.

O ato de sexta (30) será uma forma de expressar solidariedade à advogada Ana Kelly Amorim e às professoras Suelene Pavão e Vera Jacob.
Professores derrotam golpe sindical
Professores da UFPA e do IFPA derrotaram, na tarde de quarta-feira, 28, o golpe sindical articulado por setores governistas, que pretendiam fundar, em uma assembleia fraudulenta na sede da CNBB, em Belém, um sindicato chapa-branca, a fim de enfraquecer as mobilizações da categoria e atacar a autonomia do movimento docente.
A tentativa fraudulenta de fundação do sindicato chapa-branca – que permitia até voto por procuração – foi marcada por ataques à democracia e agressões verbais e físicas. Dezenas de docentes da UFPA e do IFPA – com contracheques e devidamente identificados – foram, inicialmente, impedidos de entrar no espaço da assembleia por um forte aparato de segurança privada, contratado pelos representantes do governo.
Depois de muita pressão, por volta das 15 horas – horário marcado pelo Edital – os docentes da UFPA e do IFPA conseguiram entrar no local da assembleia, onde menos de 20 docentes planejavam o golpe, a portas fechadas. Apesar da tensão inicial, a categoria instalou a assembleia, que foi presidida pela professora do ICED/UFPA, Vera Jacob, e secretariada pelas docentes Claudia Nunes, do campus de Bragança, e Rita Gil, do campus de Belém do IFPA. No local, mais de 60 professores rejeitaram a criação do novo sindicato e reafirmaram o Andes-SN, a Adufpa e o Sinasefe como os legítimos representantes da categoria.
*Com edição do Andes-SN
*Fotos: Adufpa SSind.