04/05/2015
Atualizada: 04/05/2015 00:00:00
Os 136 docentes presentes no 7º Conad Extraordinário do Andes-SN, que acontece entre os dias 2 e 3 de maio, em Brasília (DF) aprovaram, por unanimidade e aclamação, uma moção de repúdio à violência cometida pelo Estado contra os servidores públicos do Paraná, na última quarta-feira (29), quando por ordem do governo, os manifestantes foram atacados pela força policial, o que resultou em mais de 150 pessoas feridas, muitas em estado grave.
A moção destaca que “desde o inicio do movimento, nossos companheiros insistiram em abrir o diálogo com o governo, tendo como resposta a aprovação da Lei que retira direitos previdenciários, em meio à truculência do estado contra os manifestantes no último dia 29”.
Os docentes se somam a outros movimentos solidários à causa, e exigem publicamente a responsabilização do Governo do Estado, Beto Richa, do Presidente da Assembleia Legislativa, Deputado Ademar Traiano (PSDB) e do Secretário de Segurança Pública, Fernando Francischin e que o Estado responda pelos atos de terror causados contra a classe trabalhadora. Cobram ainda a abertura de inquérito pelos órgãos competentes para apurar a conduta do Estado que levou ao ataque aos trabalhadores com acompanhamento do Ministério Público do Paraná, da Comissão dos Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e Defensoria Pública estadual e que o governo estabeleça um processo de negociação efetiva com os professores/servidores públicos, já.
O presidente do Andes-SN, Paulo Rizzo, reforçou que é inadmissível a violência contra os trabalhadores e a repressão ao livre direito de manifestação. “O acontecido no Paraná é inaceitável, e faz parte de um processo que está em curso no país, de repressão da luta dos trabalhadores, do direito de manifestação. Aconteceu recentemente no Congresso Nacional, no ato contra o PL 4330, das terceirizações, vem acontecendo em diversos estados para reprimir a luta dos trabalhadores em defesa de seus direitos”, disse.