06/05/2015
Atualizada: 06/05/2015 00:00:00
Os docentes da Universidade do Estado do Amapá (Ueap), junto com os técnicos e estudantes, paralisaram as suas atividades acadêmicas na última quinta-feira (30) devido à precarização nas condições de trabalho. Os manifestantes realizaram protestos pelas ruas de Macapá (AP) para pressionar o governo estadual a receber os sindicatos dos Docentes da Ueap (Sindueap – Seção Sindical do Andes-SN) e dos Servidores Técnicos Administrativos da instituição (Sintec) para tratar da pauta de reivindicação das categorias. Os segmentos se dividiram em dois grupos, um deles se concentrou em frente a sede do governo do Estado para pressionar o governo a recebe-los, enquanto outro grupo seguiu até a Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinf). Após os protestos, os docentes e técnicos foram recebidos por representantes do governo.
Na reunião ficou acordada a criação de duas comissões, com docentes e técnicos da Ueap, uma para redefinir e reestruturar o projeto do campus de Macapá e as reformas necessárias nos campi, atualmente em funcionamento. A outra comissão analisará o pedido de reajuste salarial dos professores e técnicos administrativos para 2015, e o encaminhamento e aprovação do projeto de Plano de Cargo, Carreira e Salário (PCCR) dos técnicos à Assembleia Legislativa do estado.
Maria do Carmo Lobato da Silva, representante do Sindueap-SSind, disse que as comissões já foram criadas e que nesta quarta-feira (6) será feita uma reunião, entre as comissões técnicas da universidade e da Secretaria, para apontar caminhos sobre os projetos estruturais. No entanto, a docente afirma ser preocupante a posição do governo, durante a reunião, sobre as reivindicações de reajuste salarial e PCCR. Os representantes do governo disseram que precisariam de um prazo, até 29 de maio, para realizar um estudo sobre o impacto que a proposta trará à folha salarial. “Vamos marcar uma assembleia extraordinária para definir se aguardaremos a proposta até o dia 29 de maio ou se permaneceremos no nosso indicativo de greve dia 11, o que vai depender da decisão da categoria. Não podemos ficar refém do governo”, aponta.
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