15/05/2015
Atualizada: 15/05/2015 00:00:00
Aberto nesta sexta-feira (15), o evento que acontece na sede da Adufal, segue nos dois horários deste sábado (16).
Docentes de universidades estaduais e federais da Bahia, Sergipe e Alagoas participam nesta sexta-feira (15) e sábado, na sede da Adufal, do 49º Encontro da Secretaria Regional Nordeste III (NE3) do Andes-SN. Durante esses dois dias os docentes debatem sobre a atual conjuntura, os ajustes fiscais dos governos e seus impactos sobre a universidade pública e os direitos dos trabalhadores.
A Mesa de Instalação do Encontro contou com a presença da Adufal, representada pela 1ª secretária, professora Margarida Maria Silva dos Santos; professor Francisco Alberto, do Setorial de Educação da CSP-Conlutas AL e pelo professor Gean Cláudio Santana, 1º vice-presidente da Regional NE3.
Mediada pelo professor Luiz Henrique Brume, da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) e 2º secretário da Regional NE3, a Mesa de Abertura que teve como tema “Crise, Fundo Público e Retirada de Direitos: O que fazer?” foi composta pelos professores Plínio Sampaio Júnior, da Universidade de Campinas (Unicamp) e Mílton Pinheiro, da Universidade Estadual da Bahia (Uneb) e primeiro tesoureiro da Regional NE3.
Para o professor Tiago Leandro (Zurck), 2º vice-presidente da Regional NE3, o ajuste fiscal dos governos aprofunda a retirada de direitos dos trabalhadores, a exemplo da reforma da previdência no Paraná. “Entretanto não se trata de uma novidade; é bom recordar que os governos Lula e Dilma efetuaram a reforma da previdência no executivo com o Fundo de Previdência Complementar do Servidor Público Federal (Funpresp), privatizando a aposentadoria dos novos docentes ingressos na universidade a partir de 2013”, disse
Os cortes anunciados pelos governos têm provocado a reação da categoria. “As universidades estaduais da Bahia já deflagraram greve. Os docentes das federais estão em mobilização e já discutem em suas assembléias o indicativo de greve para o final de maio”, expôs o professor.
O Fórum dos Servidores Públicos Federais (SPF) indicou neste 14 de maio que as entidades debatam a possibilidade de construção da greve dos SPFs como forma de pressionar o governo a negociar efetivamente a pauta geral dos servidores, já protocolada junto ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (Mpog) desde 5 de março.
“Na realidade, o governo está tentando ganhar tempo, postergando uma resposta concreta, tendo em vista que o mesmo tem até o final do primeiro semestre para enviar o orçamento de 2016 ao Congresso Nacional”, avalia Tiago Leandro (Zurck). Segundo ele, essa demora leva à categoria e aos demais SPFs a não ter suas reivindicações atendidas a tempo. “É importante que a categoria esteja atenta, participando das atividades de mobilização e das assembléias”, atenta o professor.
Assessoria de Imprensa da Adufal
Jornalista responsável: Lucia RochaM T E 679
82 3241 188 e 82 9614 4830