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18/05/2015
Atualizada: 18/05/2015 00:00:00




Data: 14/05/2015



 

O Fórum dos Servidores Públicos Federais (SPF) realizou na tarde desta quinta-feira (14) reunião ampliada em Brasília (DF) para avaliar a reunião com o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (Mpog) ocorrida pela manhã e debater os próximos passos da luta. O Fórum indicou que as entidades debatam a possibilidade de construção da greve dos servidores federais para o mês de junho, como forma de pressionar o governo a negociar efetivamente.

 

Outras indicações do Fórum dos SPF foram a participação dos servidores na paralisação convocada pelas centrais sindicais para o dia 29 de maio; a realização de estudo sobre a real defasagem dos benefícios dos servidores; confecção de novo jornal do Fórum dos SPF para mobilização das categorias; e nova reunião do Fórum no dia 27 de maio. 

A avaliação geral das intervenções dos servidores foi que o governo federal não negociou e não demonstra vontade de negociar com os SPF. “Nem mesmo os pontos que não envolvem impactos orçamentários o governo quer negociar, isso demonstra que não é uma questão de falta de dinheiro, e sim de indisposição do governo com os trabalhadores”, afirmou Marinalva Oliveira, 1ª vice-presidente do Andes-SN e uma das coordenadoras do Setor das Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes), em sua fala na reunião.

 

Os servidores apontaram, em suas intervenções, que a única saída possível para que o governo negocie a pauta de reivindicações é o aumento da mobilização nos estados, com a consolidação do Fórum dos SPF nos estados, e a radicalização do movimento, com a possibilidade de construção de uma greve geral dos SPF a partir do mês de junho. A unidade entre as categorias foi ressaltada, em diversas falas, como necessária para garantir a conquista de direitos para os trabalhadores.

 

Giovanni Frizzo, também da coordenação do Setor das Ifes e 1º vice-presidente da Regional Rio Grande do Sul, avaliou que a posição do governo para com os servidores é de enrolação, e que é necessário aumentar a mobilização para garantir conquistas às categorias. “O governo apresentou apenas alguns estudos que eles têm feito. Efetivamente não há proposta alguma. O Fórum dos SPF foi bastante firme ao afirmar que o governo tinha ficado com tarefa de responder nossa pauta na reunião e não o fez. E o que acabou sendo mais preocupante foi o fato de, ao final da reunião, o governo não apresentar nenhuma data para uma próxima reunião, dizendo que só vai nos chamar quando tiver respostas às nossas propostas. Avaliamos, na verdade, que é uma tentativa de enrolação”, disse o docente.

 

Frizzo continuou sua avaliação. ”Na Reunião Ampliada do Fórum dos SPF, avaliamos que o governo só vai voltar para a mesa de negociação conosco caso haja mobilização. Nesse sentido, estamos apontando para a construção da paralisação convocada pelas centrais sindicais para o dia 29 de maio. Além disso, estamos orientando todas as entidades a realizarem consultas em suas bases para construção de uma greve no mês de junho”, concluiu.
 


 
Fonte: Andes SN

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