12/06/2015
Atualizada: 12/06/2015 00:00:00

Centenas de docentes, técnico-administrativos e estudantes das quatro Universidades Estaduais da Bahia (Ueba) realizaram na quarta-feira (10), em Salvador, um ato público em defesa da educação pública, gratuita e de qualidade. A comunidade acadêmica se reuniu para protestar contra a política de desmonte da educação pública, promovida pelo governo baiano. O ato também marcou o primeiro mês da greve dos docentes.
Os manifestantes se concentraram em frente a um shopping da cidade, localizado na movimentada Avenida Tancredo Neves. Com faixas, cartazes e bandeiras, os manifestantes das universidades estaduais da Bahia (Uneb), Feira de Santana (Uefs), Sudoeste da Bahia (Uesb) e de Santa Cruz (Uesc) exibiram as suas principais reivindicações a população. Entre elas, maior recurso para as universidades, com o aumento orçamentário para, no mínimo, 7% da Receita Líquida de Impostos (RLI); a revogação da Lei 7176/97, que fere a autonomia universitária; e o aumento de incentivos à carreira docente, com a ampliação do quadro de vagas, por meio de concurso público, desvinculação das classes e respeito aos direitos trabalhistas dos docentes. Os estudantes lutam por 1% da RLI para permanência estudantil.
Os representantes da comunidade acadêmica chamaram também a atenção da sociedade para as condições de trabalho precárias nas universidades estaduais baianas, que tiveram uma redução de mais de R$ 19 milhões no orçamento, o que compromete o funcionamento das instituições e inviabiliza o pagamento a fornecedores, água, luz, telefone e manutenção dos prédios. O protesto seguiu pelas ruas da cidade e terminou em frente a uma emissora de televisão da capital baiana. O ato teve apoio também dos professores da educação básica de Salvador e da Universidade Federal da Bahia (Ufba), que estão em greve desde o dia 28 de maio.
Reitoria da Uneb é ocupada
Ao final do ato público pelas ruas de Salvador, professores, estudantes e técnico-administrativos da Uneb ocuparam o prédio da reitoria do campus, por 24 horas, em protesto contra o reitor da universidade, que não declarou apoio a greve. Eles receberam apoio dos manifestantes das demais estaduais baianas.

Reunião com o governo
No período da tarde, representantes do Fórum das Ads – que reúne as quatro seções sindicais do Andes-SN -, foram recebidos pelo governo, que confirmou aos professores a suplementação orçamentária para a alteração do quadro de vagas. Na avaliação do movimento, a resposta veio devido à forte pressão da mobilização e exposição promovida pelo ato realizado na parte da manhã, num dos principais pontos da cidade.
Para que a mesa de negociação continue a avançar, os representantes do movimento docente exigiram a garantia do governo baiano de que a proposta de alteração do quadro de vagas preveja a implementação de todos os processos e o fluxo em andamento.
Uma nova reunião deve ocorrer na próxima terça-feira (16), para a qual o Fórum das ADs reivindicou a participação do Fórum dos Reitores.
Leia Mais
Docentes das Estaduais baianas em greve rejeitam proposta de remanejamento
Docentes das universidades estaduais baianas deflagram greve por tempo indeterminado
*Com informações e imagens da Adufs SSind. e Aduneb SSind.