23/06/2015
Atualizada: 23/06/2015 00:00:00

Docentes, técnico-administrativos e estudantes da Universidade do Estado do Amapá (Ueap) suspenderam a greve, iniciada em 10 de junho, depois do governo do estado apresentar propostas às reivindicações do movimento, oito dias após a deflagração da greve. Em reunião no dia 18, o governo amapaense recebeu os representantes da comunidade acadêmica e deu resposta a alguns dos pontos da pauta unificada. Sobre a participação da comunidade acadêmica na discussão e aprovação do projeto arquitetônico do novo prédio do campus universitário em Macapá, foi dado um prazo de dois meses para a comunidade apresentar uma proposta de adequação ao projeto.
Com relação ao Plano de Cargo, Carreira e Salário (PCCR) dos técnicos, o governo apresentou na reunião um prazo de 60 dias para uma análise conjunta pela equipe do governo e representantes do sindicato para que pactuem todos os artigos do PCCR antes de ser encaminhado e aprovado na Assembleia Legislativa do estado. O governo reconheceu também na reunião o direito ao reajuste de 7,13%, judicialmente solicitado pelas categorias, após o governo anterior não ter dado o reajuste no ano de 2013. Ele também disse que pagará o retroativo em cincos parcelas até o final do ano. Sobre esta última proposta, Danielle Dias da Costa, diretora provisória do Sindicato dos Docentes da Ueap e membro do Comando de Greve, explicou que o governo sugeriu uma gratificação indenizatória que pudesse compensar para chegar aos 15%. “Essa gratificação esta sendo estudada, pois ela não contempla os professores em licença e nem os que estão em férias”, disse.
Os docentes farão assembleia nesta quinta-feira (25) para discutir as propostas apresentadas pelo governo antes da próxima reunião com eles que será no sábado (27) na Secretaria de Planejamento. Dependendo da mesa de negociação, na próxima segunda-feira (29), os docentes decidem em nova assembleia se encerram a greve ou não. “É a segunda greve na história da Sindueap SSind. A primeira, em 2013, foi na luta do PCCR dos professores e conseguimos alcançar a vitória e, agora, temos uma segunda greve que é unificada com servidores técnicos e estudantes, que caminha para ser vitoriosa novamente”, afirma a docente que ressaltou o quão a greve “foi um instrumento necessário para o governo apresentar uma proposta concreta e ouvir a universidade”.
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*Foto: Sindueap SSind.