30/06/2015
Atualizada: 30/06/2015 00:00:00
O Comando Local de Greve (CLG) da Adufal realizou na manhã desta terça-feira (30), simultaneamente, nos campi A. C. Simões, em Maceió; da Ufal de Arapiraca e do Sertão, o evento Café com Pauta. Em Maceió, o evento foi realizado na sede da Adufal, sob a coordenação do professor Tiago Leandro (Zurck), do Centro de Educação (Cedu); em Arapiraca ocorreu na Sala 1, do Bloco A, no Campus Arapiraca, organizado pela professora Joelma Albuquerque e no Sertão, no miniauditório do Campus do Sertão, em Delmiro Gouveia, coordenado pelo professor Leônidas de Santana Marques.
Nos três campi, as discussões tiveram como ponto de partida o dossiê da pauta local elaborado em 2012. Segundo o professor Tiago Leandro (Zurck, os docentes discutiram questões ligadas à política estudantil como o tratamento que vem sendo dado ao Programa Bolsa Permanência; questões que há anos vêm sendo enfrentadas pelo curso de Artes, seja a falta de instrumentos no curso de Música, laboratórios funcionando em condições insalubres ou como a ocorrida recentemente em que banheiros do prédio foram interditados pela Vigilância Sanitária.
Previsto para ser iniciado no segundo semestre deste ano, o curso de Medicina de Arapiraca não tem onde funcionar. Não tem prédio. "Isso acontece mesmo que essa questão tenha sido alertada pela Adufal e outros conselheiros, em sessão do Conselho Universitário (Consuni) da Ufal, que aprovou o curso", expôs o Tiago Leandro (Zurck).
Outras reivindicações recorrentes nos três campi dizem respeito à sobrecarga de trabalho ocasionada, quase sempre, pelo aumento da quantidade de alunos sem o correspondente acréscimo no número de professores. Outras situações remetem a assédio moral. Os docentes discutiram sobre a dimensão social desse problema e a forma como ele se insere nas relações de trabalho, em muitos casos, silenciosamente, por conta do temor da vítima em sofrer retaliações.
Conforme explicou Zurck, o CLG vai fazer a sistematização das demandas que surgiram nos três campi. “Vamos propor e articular a realização de uma assembleia geral dos três segmentos da comunidade acadêmica - docentes, técnicos administrativos e estudantes, com a apresentação das demandas de cada segmento e, em seguida, a apreciação do documento numa assembleia conjunta.”.
Cortes no orçamento – O CLG vai solicitar reunião coma Pró-Reitoria de Gestão Institucional (Proginst), com vistas a ter acesso a esclarecimentos sobre os cortes no orçamento da instituição. “Entretanto, o nosso entendimento é que a administração deve vir a público e expor à comunidade universitária como vai ser o corte, quais os setores que serão atingidos em custeio e em investimento e quais os critérios utilizados”, expôs Zurck.
“Trata-se de transparência da gestão do orçamento público, assim como fizeram os reitores das universidades Federal da Bahia [UFBA], da Federal de São Paulo [UNIFESP] e da Federal do Amazonas [UFAM], entre outras”, exemplificou o professor.
Seminários - Ficou definido que serão realizados seminários temáticos para discutir assuntos relacionados a ensino, pesquisa e assistência estudantil na Ufal. “Devemos aproveitar este momento de greve para refletir sobre a universidade e as condições de trabalho e de estudo”, convidou o professor Tiago. Segundo ele, devido ao envolvimento com as atividades atribuídas, dificilmente os docentes têm tempo para refletir e discutir coletivamente soluções para os problemas relacionados às condições de trabalho e à política institucional. “A greve possibilita esse momento”, disse.
Assessoria de Imprensa da Adufal
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