02/07/2015
Atualizada: 02/07/2015 00:00:00
Nesta quarta-feira (1°) completou um mês que os professores da educação básica do Chile estão em greve. O movimento docente reivindica a retirada do Projeto de Lei da Carreira Profissional Docente apresentado, no dia 20 de abril, pelo governo da presidente Michelle Bachelet. Em junho, cerca de 200 mil universitários, secundaristas, professores e famílias saíram às ruas para reivindicar um novo modelo educacional (veja aqui).
De acordo com a Associação dos Professores do Chile, a proposta aumenta a competitividade, o individualismo e o viés mercadológico da educação. O projeto é dividido em cinco pontos. O primeiro busca aumentar a seletividade da formação inicial, instituindo prova de avaliação de nível para futuros docentes. O segundo é o estabelecimento de tutoria de 10 meses. O terceiro estrutura a carreira a partir de provas de conhecimentos disciplinares. O quarto dá novas tarefas à categoria e o quinto modifica a porcentagem de horas em sala de aula de 75% para 65%. O projeto tem a rejeição de 97% dos professores.
Além disso, estabelece perda de direitos, como os biênios, diminuídos pela metade, e também um piso salarial baixo. Os docentes exigem um piso acima de um milhão de pesos (cerca de R$ 5 mil), enquanto o governo, após o último aumento da oferta, chegou a 800 mil pesos (R$ 4 mil).
Mobilização
Em 2014, os docentes saíram às ruas e se mobilizaram em torno de cinco eixos de reivindicações: titularidade, adoecimento docente, salário mínimo, aposentadoria e dívida histórica. A mobilização fez o governo apresentar, à época, uma proposta considerada melhor pela categoria.
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