04/08/2015
Atualizada: 04/08/2015 00:00:00
Participantes protestaram contra o ajuste fiscal e os cortes na educação e se manifestaram em defesa da universidade pública
Professores, técnicos e estudantes da Ufal, em greve, há mais de dois meses, realizaram ato em defesa da educação pública, na segunda-feira (3) em frente ao Hotel Jatiúca, onde estava ocorrendo uma reunião descentralizada do Conselho Nacional de Educação (CNE) que contaria com a presença do ministro da Educação Renato Janine Ribeiro. A intenção foi protestar e entregar uma moção de repúdio aos cortes de verbas na educação e ler o documento diante das autoridades e participantes do evento.
Do lado de fora do hotel, das 13h até o finalzinho da tarde, os manifestantes abriram faixas e bandeiras, cantaram ao som de tambores, usaram apitos, gritaram palavras de ordem por um megafone e, com a voz ampliada por microfone e caixa de som fizeram pronunciamentos em que expressaram indignação pelos cortes de verbas - que tem inviabilizado a atividade acadêmica na instituição-, denunciaram a situação de precarização das Instituições Federais de Ensino (IFE), agravada pelo ajuste fiscal.

Organizados pelo Comando Local Unificado (composto pela Adufal, Sintufal e estudantes), formaram uma comissão com representantes dos três segmentos para entrar no auditório onde a reunião acontecia sem a presença do ministro Janine Ribeiro, que estava sendo representado pelo conselheiro da Câmara de Educação Básica (CEB) do CNE e presidente da comissão bicameral que trata do Plano Nacional de Educação (PNE), Raimundo Moacir Mendes Feitosa.

Surpresa - Com faixas guardadas nas bolsas, a comissão adentrou o auditório e diante das mais de 300 pessoas presentes, inclusive autoridades como o governador Renan Filho, o prefeito de Maceió, Rui Palmeira, o reitor Eurico Lôbo e secretários de educação do Estado e do município, entre outros, os membros da comissão abriram as faixas com dizeres em defesa da universidade, contra os cortes e os ajustes fiscais e entregaram um carta aberta à sociedade, com explicações sobre os motivos da greve. “O público nos aplaudiu de pé, apoiando a iniciativa”, disse a professora Joelma Albuquerque, do Campus de Arapiraca, representante do Comando Local de Greve (CLG) da Adufal, que esteve no auditório. O documento não foi lido, mas ficou em mãos do presidente do Conselho Municipal de Educação de Maceió, Jaílton de Souza Lira, que se protificou a entregar ao representante do ministro.
Assessoria de Imprensa da Adufal
Jornalista responsável: Lucia Rocha M T E 679