Siga nosso canal

05/08/2015
Atualizada: 05/08/2015 00:00:00




Data: 05/08/2015

 

Docentes, técnicos e estudantes da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern) realizam nesta quinta-feira (06) atividades políticas culturais no pátio da reitoria da instituição, com o objetivo de chamar a atenção para a greve das categorias, que já passa dos 70 dias e segue sem perspectiva de resolução.

Entre as atividades programadas pelo Comando de Greve está uma aula pública para explicar os motivos que levaram as categorias à greve e a importância do movimento paredista na história da Uern. Estudantes do Programa de Iniciação à Docência (Pibid) apresentarão também os projetos realizados no decorrer de 2015. Uma rodada de debates, entre docentes e alunos, está prevista ao final da aula. Após a ação, será iniciada uma atividade político-cultural, com apresentações musicais e artísticas, como forma de potencializar as reivindicações de docentes e técnicos da Uern.

“Esta atividade vem para mostrar que o movimento grevista da Uern não parou e está vigilante na cobrança de seus direitos. A aula pública é uma forma de chegarmos a toda comunidade acadêmica e sociedade com entretenimento, mas também com política. Nossa universidade é muito importante na formação de jovens e adultos em todo o Rio Grande do Norte e, por isso, estaremos na reitoria lembrando que permanecemos na linha de frente em defesa da Uern”, afirmou Valdomiro Morais, presidente da Associação dos Docentes da Uern (Aduern-Seção Sindical do Andes-SN).

Mobilização 

Na última quinta-feira (30), a comunidade acadêmica da Uern em greve participou de um ato público, com várias categorias do serviço público estadual, no mercado central da cidade de Caicó, região do Seridó (RN). Segundo Geraldo Carneiro, 1° secretário da Aduern-SSind., a atuação conjunta das categorias paralisadas é fundamental para o enfrentamento direto com o governo do estado, que até o momento nega-se a cumprir o acordo realizado com os servidores da Uern, ainda em 2014, e que tem inviabilizado diretamente a implementação do Plano de Cargos e Salários (PCS) dos professores.

“Aproveitamos a festa da Padroeira, que ocorre todos os anos na região e que atrai pessoas de todo o estado, para fazer o ato e apresentar para população a real situação em que vivem os trabalhadores, e a posição do governo do estado pelo não cumprimento de um acordo que já foi assinado e que este não quer. Tivemos uma resposta positiva da população”, contou.

Na quarta-feira (29), docentes, técnicos e reitor participaram de uma audiência com o procurador de Educação do Ministério Público (MP), em Natal, que se comprometeu a intermediar uma saída para a greve. Na reunião ficou acertado que seria elaborado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para ser apresentado ao governo para que este cumpra o acordado em 2014.

Greve

A greve na Uern teve início no dia 25 de maio. Os docentes reivindicam um realinhamento salarial de 12,053%, que garantiria a implementação do PCS, além da realização imediata de concurso público na instituição e de uma série de melhorias estruturais nos campi da universidade.

*Com informações da Aduern-SSind.

 

 

 

 

Fonte: Andes SN

2026

Adufal - Associação dos Docentes da Universidade Federal de Alagoas

Acesso Webmail