11/08/2015
Atualizada: 11/08/2015 00:00:00

O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) ocupa desde a última sexta-feira (7) um terreno localizado no Largo da Batalha, em Niterói, no Rio de Janeiro. Mais de 200 famílias estão acampadas no espaço, que está abandonado há anos e vem sendo utilizado como depósito de lixo. A ocupação foi batizada de "6 de abril de 2010", em memória a data dos deslizamentos na cidade fluminense, que afetou mais de 20 mil moradias e resultou em centenas de vítimas.
Em comunicado, o MTST explicou que existia um projeto para a construção de um terminal no terreno, de propriedade da prefeitura municipal, que não foi encaminhado. “Após a tragédia dos deslizamentos de 2010, muito se falou, mas pouco foi feito. A maioria dos atingidos pelo desastre continua morando em áreas de risco, vivendo de favor ou pagando alugueis cada vez mais caros. E essa também é a realidade da maioria dos cerca de 200 mil habitantes de favelas da cidade”, afirmou.
Ainda em nota, o movimento ressaltou que metade da população de Niterói não possui moradia digna e que a construção de casas pelo Minha Casa Minha Vida (MCMV), programa de habitação do governo federal, não foi suficiente para sanar o problema. O MTST denunciou ainda que dois prédios construídos pelo MCMV foram demolidos por não apresentarem condições mínimas de infraestrutura e os que já foram entregues estão danificados.
“É pelo agravamento da situação e pelo abandono que centenas de famílias buscaram se organizar e hoje ocupam este terreno. Exigimos ser tratados como gente e não como números. Queremos a imediata destinação da área ocupada para construção de moradia popular por meio da modalidade Entidades do programa Minha Casa Minha Vida, na qual temos a possibilidade de construir habitação digna”, explicou o movimento.
Violência
Logo após a ocupação, na sexta, policiais militares foram ao local para tentar intimidar as famílias, e algumas barracas foram derrubadas. A tensão só diminuiu com a presença de apoiadores da luta dos trabalhadores sem teto, parlamentares e advogados no local.
*Com informações do MTST e imagem da Mídia Ninja

O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) ocupa desde a última sexta-feira (7) um terreno localizado no Largo da Batalha, em Niterói, no Rio de Janeiro. Mais de 200 famílias estão acampadas no espaço, que está abandonado há anos e vem sendo utilizado como depósito de lixo. A ocupação foi batizada de "6 de abril de 2010", em memória a data dos deslizamentos na cidade fluminense, que afetou mais de 20 mil moradias e resultou em centenas de vítimas.
Em comunicado, o MTST explicou que existia um projeto para a construção de um terminal no terreno, de propriedade da prefeitura municipal, que não foi encaminhado. “Após a tragédia dos deslizamentos de 2010, muito se falou, mas pouco foi feito. A maioria dos atingidos pelo desastre continua morando em áreas de risco, vivendo de favor ou pagando alugueis cada vez mais caros. E essa também é a realidade da maioria dos cerca de 200 mil habitantes de favelas da cidade”, afirmou.
Ainda em nota, o movimento ressaltou que metade da população de Niterói não possui moradia digna e que a construção de casas pelo Minha Casa Minha Vida (MCMV), programa de habitação do governo federal, não foi suficiente para sanar o problema. O MTST denunciou ainda que dois prédios construídos pelo MCMV foram demolidos por não apresentarem condições mínimas de infraestrutura e os que já foram entregues estão danificados.
“É pelo agravamento da situação e pelo abandono que centenas de famílias buscaram se organizar e hoje ocupam este terreno. Exigimos ser tratados como gente e não como números. Queremos a imediata destinação da área ocupada para construção de moradia popular por meio da modalidade Entidades do programa Minha Casa Minha Vida, na qual temos a possibilidade de construir habitação digna”, explicou o movimento.
Violência
Logo após a ocupação, na sexta, policiais militares foram ao local para tentar intimidar as famílias, e algumas barracas foram derrubadas. A tensão só diminuiu com a presença de apoiadores da luta dos trabalhadores sem teto, parlamentares e advogados no local.
*Com informações do MTST e imagem da Mídia Ninja