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26/08/2015
Atualizada: 26/08/2015 00:00:00


Data: 26/08/2015

O governo do Uruguai decretou na última segunda-feira (24) a “essencialidade” dos serviços de educação do país, na tentativa de impedir a greve dos docentes e servidores da Universidad de La Republica (Udelar), a grande universidade pública do país. O decreto foi duramente criticado pelos sindicatos, que o consideram uma medida autoritária e demagógica.

 

Os docentes e servidores da Udelar estão em processo de mobilização para negociar suas pautas de reivindicações com o governo uruguaio há algumas semanas. Entre as reivindicações, está a cobrança de destinação de 6% do Produto Interno Bruto (PIB) para educação pública.

 

Após a divulgação do decreto, que, na prática, proíbe a realização de greves na área da educação, os sindicatos se manifestaram. A Associação dos Docentes da Udelar (Adur) divulgou nota, afirmando que a medida do governo não promove o diálogo e não constitui um caminho para melhorar a educação do país. “A Adur declara seu profundo rechaço à medida e espera que ela seja revertida rapidamente”, cobra a nota.

 

Já a Agremiação Federal de Funcionários da Udelar (Affur) considerou que o decreto é reacionário e que faz do governo uruguaio um dos mais conservadores do mundo, ao cercear o direito de organização sindical. A Federação de Estudantes Universitários do Uruguai (Feuu) afirma que o decreto é autoritário e que criminaliza a mobilização social em defesa da educação.

 

Em resposta ao decreto e em defesa da educação pública, docentes, servidores e estudantes da Udelar estão organizando uma grande manifestação para a noite de quinta-feira (27), em Montevidéu, capital do país.

 

 

*Com informações de Adur e imagem de Udelar

 

 

 

 
Fonte: Andes SN

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