20/10/2015
Atualizada: 20/10/2015 00:00:00
Os docentes da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (Uern) definiram manter a greve, iniciada no dia 25 de maio, por entenderem que o documento enviado pelo governo do estado para apreciação da assembleia não estava de acordo com o negociado entre a categoria e o executivo do Rio Grande do Norte.

“Este documento não é o que esperávamos, pois não garante o cumprimento do nosso Plano de Cargos e Salários em 2017 e 2018. A proposta não diz claramente qual é o percentual de reajuste que será enviado para a Assembleia Legislativa e limita seu envio à Lei de Responsabilidade Fiscal. A pergunta que paira é: Será que em dois anos e quatro meses o Governo não tem como reajustar suas contas?”, afirmou o presidente da Aduern Seção Sindical, Lemuel Rodrigues, que destacou o temor dos docentes em aceitar um acordo que não dê garantias à categoria.
Lemuel relembrou que os docentes já haviam negociado e acordo alguns dos itens da proposta do governo, como a realização de concurso público e a conclusão de obras fundamentais para o funcionamento da Uern. O docente destacou que a manutenção e bom funcionamento da universidade é responsabilidade do Executivo Estadual e da Reitoria, que precisam assumir esse compromisso.
A greve dos docentes da Uern foi judicializada e os professores aguardam a decisão do desembargador Cornélio Alves acerca da ilegalidade ou não da greve, que deve ser proferida na quarta (21).
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