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26/10/2015
Atualizada: 26/10/2015 00:00:00


Consulta pública acontece nesta terça-feira (27), das 9h às 21h; diante da atual crise política e econômica do país, o desafio é imenso

Ana Daniella Leite

Nesta terça-feira (27), a comunidade acadêmica da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) terá a oportunidade de escolher um novo reitor e vice-reitor para a instituição, os eleitos terão a incumbência de administrá-la no quadriênio 2015-2019. A consulta pública acontece das 9h às 21h, com exceção dos polos e unidades acadêmicas que não funcionam à noite, nesses casos, a votação será encerrada às 17h. Outra exceção é o horário de início da votação no Hospital Universitário (HU), que se dará às 8h.

A responsabilidade de técnicos administrativos (sob o RJU), professores (titulares e substitutos) e alunos (devidamente matriculados) é enorme, pois optar por uma das três candidaturas concorrentes aos cargos significa o futuro da universidade nos próximos quatro anos. O momento histórico pelo qual o país atravessa é um dos mais complexos já vivenciados, a crise política e econômica atual é grave e suas consequências já atingem a Educação brasileira, principalmente, a pública.

Apenas em 2015, o Governo Federal realizou um corte no orçamento destinado à Educação na ordem dos R$ 10 bilhões. A Câmara dos Deputados aprovou, no último dia 21, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 395/2014, que “altera a redação do inciso IV do art. 206 da Constituição Federal, referente à gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais”. Ou seja, permite que Universidades Públicas cobrem mensalidades e taxas para cursos de Lato sensu e mestrados profissionais, uma afronta ao caráter público de ensino das universidades e que abre portas para a privatização do conhecimento, podendo ocasionar prejuízos sem precedentes para a sociedade.

Além disso, a UFAL sofre com a redução no orçamento realizado pelo Governo Federal. Está cada dia mais difícil honrar com compromissos básicos para o funcionamento dos campi, como: os pagamentos de energia, de água e de manutenção de serviços terceirizados (limpeza e segurança). Manter em dia o pagamento das bolsas estudantis também é e será uma das grandes preocupações dos novos administradores da universidade. A estruturação de forma adequada dos campi - principalmente os do interior - também fica prejudicada, com o orçamento reduzido, a realização de investimentos para a aquisição de equipamentos e construção de espaços físicos, fica cada vez mais difícil.

Sem falar na grave crise enfrentada pelo Hospital Universitário (HU), que pertence à Universidade Federal de Alagoas (UFAL), mas é gerenciado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), que sucumbe à falta de recursos para aquisição de medicamentos básicos e gera a suspensão de atendimentos, o cancelamento de cirurgias e deixa a população que depende dos serviços fornecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) extremamente prejudicada.

Dados do Sistema Integrado de Gestão de Recursos Humanos (SIGRH), divulgados no mês de julho deste ano, mostram que a UFAL possui: três campi (Campus A. C. Simões, Campus Arapiraca e Campus Sertão); 22 Unidades Acadêmicas; 1.644 professores efetivos; 1.759 técnicos administrativos (incluindo os do HU); 19.180 alunos matriculados no Campus A. C. Simões; 4.970 alunos matriculados no Campus Arapiraca (incluindo as unidades de ensino) e 2.618 alunos matriculados no Campus Sertão (incluindo unidades de ensino). O que resulta em 26.768 alunos matriculados na graduação presencial e 3.783 alunos matriculados em 13 cursos de graduação EAD/UAB.

A partir desse cenário, os candidatos que concorrem ao cargo de reitor, responderam o seguinte questionamento: - Diante da atual conjuntura política e econômica do país, quais as medidas que serão tomadas para administrar os campi da Universidade?

Confira as respostas:

Valéria Correia, candidata pela Chapa 1 – Outra UFAL é Possível

“Diante da atual conjuntura política e econômica do país, a UFAL precisa gerenciar melhor os seus recursos e valorizar os seus servidores. E, a partir dessa perspectiva a Chapa 01 propõe: i) Publicizar, de modo claro e de fácil acesso no portal eletrônico da instituição, as informações relacionadas à instituição; ii) Construir, junto com as unidades (acadêmicas e administrativas) e os seus três segmentos (professores, técnicos e estudantes), um orçamento participativo iii) Identificar e superar os entraves administrativos, relacionados ao que é previsto no orçamento e ao que é empenhado, não devolvendo recursos; iv) Construir políticas de racionalização de compra de equipamentos, visando otimizar a aquisição, o uso, reutilização e descarte; v) Construir uma política para diversificação da matriz energética da Ufal; vi) Defender a garantia de repasse integral de recursos do Governo Federal para a UFAL e envidar esforços políticos no sentido de impedir o contingenciamento do orçamento da universidade; vii) Atuar junto ao MEC, MPOG, MC&T, MC, MS, MCId, legislativos, estado e prefeitura, na busca de mais recursos para a UFAL; viii) Efetivar o processo de descentralização administrativa da UFAL em todos os campi; ix) Posicionar-se junto à ANDIFES na luta contra o corte orçamentário e sua ampliação.”

http://www.valeriareitora.com.br/

Rachel Rocha, candidata pela Chapa 2 – Seja Mais Ufal

“O cenário de crise que a educação brasileira está atravessando e que impacta diretamente nas Universidades Federais entre elas a Ufal, ele pode ser minimizado com a capacidade que o gestor deve ter de buscar, inclusive, recurso extraorçamentário junto a outros ministérios. Isso vai depender fundamentalmente da capacidade de diálogo e interação deste gestor com estas estruturas do Governo Federal e com a sua capacidade de firmar parcerias em outras instâncias. Acredito que desta forma, o gestor pode atravessar o cenário de crise, visando diminuir a perda enorme, que representa os cortes que as nossas Universidades vêm sofrendo.

Outra ação igualmente importante é a sensibilização que o gestor enquanto representante máximo da Universidade tem que fazer junto à Bancada Federal em Brasília, atrair emendas parlamentares para a Universidade é também uma tarefa e um papel político deste gestor. E é nesta direção, que propomos.”

http://www.rachelreitora.com.br/

Marcio Barboza, candidato pela Chapa 3 – Muda Ufal

“A atual gestão da UFAL manteve um modelo administrativo e orçamentário baseado na concentração do poder no Campus A. C. Simões. Na elaboração do orçamento não há participação da comunidade acadêmica, nem tampouco no acompanhamento de sua execução, o que conduz a baixa execução orçamentária não suprindo as necessidades de melhoria da infraestrutura. Ao analisarmos os Conceitos Preliminares dos Cursos (CPC) avaliados pelo MEC, observamos que muitos estão com a nota abaixo de 2(dois) no quesito infraestrutura. Nossa proposta de gestão adota como princípios basilares a Democratização, a Transparência e a Descentralização, na gestão da UFAL. Para tanto, assumimos o compromisso de realizar o planejamento das ações na UFAL de forma participativa, estabelecendo metas, prazos e indicadores para o desenvolvimento de ações que resultem numa universidade de excelência, democrática, inclusiva e cidadã. Acreditamos que tais ações contribuirão para maior eficiência na gestão financeira com o aumento do percentual de execução orçamentária da instituição.”

https://www.facebook.com/marcioreitor

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Ascom Adufal

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