08/03/2016
Atualizada: 08/03/2016 00:00:00
Neste dia 08 de março, a Associação de docentes da Ufal – ADUFAL gostaria de prestar homenagem a todas as mulheres e, em especial às Alagoanas. Compreendemos que ser mulher é ainda mais difícil e especial em Alagoas que, infelizmente conserva em sua cultura e tradição a violência de gênero, destacando-se como o estado brasileiro que possui o maior número de registros de violência contra a mulher.
Para nós professores e professoras, ensinar não é limitar, mas inspirar a escolher ser o que querem ser. A Adufal História de lutas que se renova é Dandara e Cotiren (líderes do movimento negro no Quilombo dos Palmares), é Ana Lins (revolucionária de São Miguel dos Campos), é Linda Mascarenhas (dama do teatro alagoano), é Lily Lages (primeira mulher eleita deputada estadual em Alagoas), é Nise da Silveira (médica que foi precursora do tratamento psiquiátrico humanizado), é Dona Virgínia (Mestra Virgínia de Moraes, mestra de reisado, cantora, rezadeira, benzedeira, parteira de profissão, autora e intérprete de poesia popular tradicional), é Maria Mariá (precursora do movimento feminista em Alagoas), é Marta (única atleta escolhida 5 vezes como a melhor jogadora de futebol mundial).
Lembramos a atualidade de Simone de Beauvoir quando afirmou que “ninguém nasce mulher: torna-se mulher. Nenhum destino biológico, psíquico, econômico define a forma que a fêmea humana assume no seio da sociedade”, por isto, destacamos “que nada nos defina, que nada nos sujeite, que a liberdade seja nossa própria substância”. Desta forma, defendemos que todas as mulheres sejam respeitadas, assim continuamos na luta por um estado de direito democrático até que todas sejam livres.
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