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08/09/2016
Atualizada: 08/09/2016 00:00:00

André Aguiar

No dia 07 de setembro, os(as) trabalhadores(as) saíram as ruas para denunciar os problemas sociais, políticos e econômicos do país. Em Maceió, a concentração do ato aconteceu na Praça Sinimbu, no Centro e seguiu em caminhada pela praia da Avenida até o Jaraguá, onde estava a comitiva do governo do Estado.

A Associação dos Docentes da Universidade Federal de Alagoas (Adufal) era uma das diversas entidades e segmentos que participou da atividade, cobrando mais justiça social e a saída do governo ilegítimo de Michel Temer. Com o tema, “Este sistema é insuportável: Exclui, degrada, mata!”, 22ª Grito dos Excluídos cumpriu seu papel estratégico de dialogar com a sociedade sobre os problemas sociais e fortalecer a organização da classe trabalhadora.

Na ocasião, o governador Renan Filho – filho do presidente do Senado Federal, Renan Calheiros e do mesmo partido do governo golpista Michel Temer, o PMDB – esperava o fim da passagem do Grito dos Excluídos quando foi surpreendido pelos manifestantes, com gritos de golpistas. Veja o vídeo (produzido e gentilmente cedido pelo veículo de comunicação ‘Grito na Luta’).

Carlos Müller, diretor de política sindical da Adufal afirma que os trabalhadores organizados da cidade somaram-se nesta manifestação com os trabalhadores do campo com o objetivo de barrar o projeto “ultraliberal” e derrubar o governo golpista de Temer. “As manifestações Fora Temer tendem a crescer e se intensificar. A Adufal, junto aos outros sindicatos como Sintufal, Sintietfal, Sinteal, SindPrev, Urbanitários, entre outros,  já apontam para a construção de uma greve geral”, comentou.    

O Grito

A proposta do Grito surgiu no Brasil de 1994, sempre aconteceu no dia 7 de setembro. No dia em que comemora-se a independência do Brasil, os oprimidos históricos deste modelo de sociedade refletem sobre a soberania nacional e para quem este país estar servindo. Nesta perspectiva, o Grito se propõe a superar um patriotismo passivo em vista de uma cidadania ativa e de participação, colaborando na construção de uma nova sociedade, justa, solidária, plural e fraterna. O Dia da Pátria, além de um dia de festa e celebração, vai se tornando também em um dia de consciência política de luta por uma nova ordem nacional e mundial. É um dia de sair às ruas, comemorar, refletir, reivindicar e lutar. 

 

 

Fonte: Adufal

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