07/10/2016
Atualizada: 07/10/2016 00:00:00
A Associação dos Docentes da Universidade Federal de Alagoas (Adufal) participou do Encontro Estadual de Educação do Campo, que aconteceu no Centro de Formação Ib Gatto (Cefor), no Cepa, em Maceió. O evento teve como objetivo orientar, discutir e mobilizar a comunidade escolar do estado e do município acerca das garantias de direitos.
Além do apoio e da participação da Adufal, participarem do Encontro, representantes da União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Movimentos Sem Terra (MST), Sindicato dos Trabalhadores da Educação (Sinteal) e o Fórum Permanente de Educação do Campo (Fepec). As discussões envolveram a conjuntura nacional até a Resolução Estadual Nº 40/2014, que traz a normativa, estruturação e organização da Educação Básica no campo.
O professor Raildo Ferreira, da coordenação colegiada da Fepec, explicou a finalidade do encontro. “Temos como objetivo, fazer com que haja mobilização dos professores da rede publica estadual e municipal e os educadores sociais, na implementação da resolução 40ª [Resolução Estadual Nº 40/2014º] e para isso, nós fizemos um histórico da educação do campo a nível nacional e estadual e faremos um estudo para ver os desafios a serem cumpridos na educação de Alagoas”.
“Fazer um trabalho de sensibilização nos gestores públicos em relação a que público se destina a educação do campo e quebrar a dicotomia entre campo e cidade. A educação do campo não está restrita no espaço geográfico. O estado de Alagoas precisa acelerar nessa mobilização para de fato efetivar a educação contextualizada a realidade do nosso povo alagoano”, comentou o Ferreira.
Uma das representantes do Coletivo Estadual de Educação do MST, Luana Pommé, falou da importância do evento. “Este foi um espaço de formação, mas também de organização dos professores e gestores em torno do debate político pedagógico e da necessidade de organização e resistência desde o chão da sala de aula com a troca de experiências, à apropriação da legislação específica como instrumento de luta. A tônica do encontro foi a necessidade de irmos as ruas para garantir conquistas históricas que nos estão sendo retiradas”.