04/11/2016
Atualizada: 04/11/2016 00:00:00
Docentes, técnicos e estudantes da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) se reuniram na tarde desta quinta-feira (03) no hall da reitoria, campus A. C. Simões, para discutir as lutas unificadas da comunidade acadêmica. O cenário aponta para a construção da greve geral da classe trabalhadora com o apoio e adesão dos estudantes.
A Associação dos Docentes da Universidade Federal de Alagoas (Adufal) está em estado de mobilização permanente, organizando a categoria rumo à greve geral. Esta decisão foi tomada em assembleia - no dia 28 de setembro - decorrente às ameaças do governo Temer aos direitos sociais e aos serviços públicos, como por exemplo, a PEC 241/16 que tende a sucatear o Estado brasileiro por 20 anos, com cortes em investimentos, para o pagamento da dívida pública.
Uma das atividades fruto desta deliberação da Adufal, foi a construção da assembleia unificada com o Sindicato dos Trabalhadoras da Universidade Federal de Alagoas (Sintufal) e os estudantes. Lá foram aprovados diversos encaminhamentos para construir um calendário de mobilizações da comunidade acadêmica.
Ana Vergne, presidenta da Adufal, falou da importância da unidade dos movimentos que compõem a universidade. “Essa foi uma demanda que vínhamos discutindo há algum tempo e hoje conseguimos construir essa agenda. Temos uma compreensão coletiva da gravidade do momento em que estamos vivendo e, a medida em que os ataques acontecem aparece também o fôlego dos movimentos, em especial do movimento estudantil, para fortalecer as lutas pelos direitos”, explicou.
A estudante Jessica Bernardo destacou a posição do movimento estudantil da Ufal nesta construção coletiva. “O nosso maior inimigo é a austeridade. Por isso, é necessário uma radicalidade do movimento estudantil e construímos uma unidade entre os movimentos e sindicatos presentes na Ufal, com técnicos e professores. Precisamos dizer não a estas medidas do governo”, enfatizou.
O coordenador do Sintufal, Davi Fonsceca, também alertou sobre os perigos da aprovação da proposta. “A aprovação desta PEC é o abre alas de um processo ainda mais amplo de retirada de direitos. A proposta nada mais é que a exploração do povo e temos que unir para não permitir que isso aconteça”.
Encaminhamentos
- Construção de ato unificado para os dias 11/11 e 25/11 e lutar para que, cada um, leve ao menos mais 10 colegas para os atos;
- Adufal - convocar Assembleia Extraordinária para discutir adesão à greve;
- Garantir outra assembleia, para a primeira semana de aula;
- Construção de um agenda unificada, ainda que cada segmento possa ter sua agenda específica;
- Viabilizar outro espaço para articular o dia 11/11 (podendo ser a reunião do Fórum dos Servidores Públicos Federais, com representação dos estudantes);
- Produzir materiais de comunicação que dialoguem com a sociedade, dando visibilidade as mobilizações da comunidade acadêmica. Entre esses materiais, inclui-se faixas fora dos campus, panfletos, entrevistas em rádios comunitárias, outdoor.