26/12/2016
Atualizada: 26/12/2016 00:00:00
Com o encerramento da greve dos docentes, foi discutido e aprovado pelo Conselho Universitário- Consuni- o novo calendário letivo da Ufal. A proposta foi apresentada por uma comissão composta pela Reitoria da universidade e a Adufal.
Além da preocupação com a regularização do calendário acadêmico, a Adufal se manteve firme em defender o direito de férias da categoria, reafirmando assim o seu papel na defesa dos direitos trabalhistas. Com isso, foi aprovado que os professores terão 30 dias de férias após a conclusão do ano letivo de 2016.
Calendário
Foram votados os calendários dos períodos 2016.1 (para os locais onde não foram concluídos) e o início do calendário 2016.2. Ficou aprovado que todos os campi e unidades vão recomeçar as aulas no dia 16 de janeiro de 2017.
O Campus Arapiraca, Sertão, Penedo e Palmeira dos Índios retomarão as atividades para concluir o semestre 2016.1. O Campus A.C.Simões, Santana do Ipanema e Viçosa vão iniciar o semestre 2016.2.
De acordo com a Pró-reitoria de Graduação da Ufal (Prograd), as matriculas do fluxo padrão dos estudantes ‘veteranos’ serão realizadas entre 03 e 07 de janeiro. Os estudantes que farão a matrícula no fluxo individual devem realizar de 8 a 11 de janeiro.
Já os estudantes ‘novatos’, devem aguardar a convocação da Copeve para a matrícula do semestre letivo de 2016.2.
Para as unidades de Arapiraca, Delmiro Gouveia, Penedo e Palmeira dos Índios as matrículas só ocorrerão após o encerramento das atividades do semestre letivo 2016.1.
A greve
A greve dos professores foi encerrada no dia 19 de dezembro, após aprovação em Assembleia. Mais de quarenta Instituições de Ensino Superior paralisaram suas atividades em todo Brasil e voltaram de forma unificada, após deliberação do Comando Nacional de Greve.
Os professores da Ufal entraram em greve no dia 28, mas o calendário da acadêmico não foi prejudicado, tendo em vista que grande parte da universidade já estava em recesso quando a greve foi deflagrada.
Mas mesmo com o fim da greve, a Associação pretende manter o estado de mobilização permanente para impedir as retiradas de direitos do Governo golpista.
Foi discutido junto ao Comando Local de Greve (agora, Comando Local de Mobilização) princípios e critérios para a retomada das atividades. Um deles é o reconhecimento da greve, enquanto direito do(a) trabalhador(a) e a clareza de que, mesmo optando pelo retorno das atividades, foi deliberado a manutenção das lutas, tendo em vista que outras medidas e projetos que ameaçam a classe trabalhadora estão em curso e exige organização para tentar barrar esses processos.
Vale destacar, que a reposição de aulas tem sido compromisso e prática dos docentes em luta. Assim também como a defesa da unificação do calendário dos campi da Ufal. Também existe a perspectiva de unificar o calendário da graduação e pós-graduação, para que a categoria docente possa gozar plenamente de suas férias - ferias ‘corridas‘ e não fracionadas. Os docentes também assumem o compromisso dos sábados letivos integralmente.