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27/04/2017
Atualizada: 27/04/2017 00:00:00

Divulgação

GREVE GERAL- Esta será a 3ª grande greve geral, no Brasil. A Associação dos Docentes da Universidade Federal de Alagoas (Adufal), junto às demais organizações, trabalhadores de outras categorias e movimentos sociais populares somarão forças para fazer o Brasil parar, contras as retiradas de direitos do governo golpista. Dia 28 de abril os/as trabalhadores/as do Brasil vão fazer história.

O Dia Nacional de Greve começará logo ao ‘nascer do sol’, com as categorias organizadas fora de seus locais de trabalho. Os transportes públicos, os bancos, o comércio, o porto, as escolas, universidades e todos os serviços públicos estarão paralisados. Haverá barricadas, piquetes, bloqueios de rodovias e intensas mobilizações em todo o estado.

Na parte da tarde haverá uma grande marcha que sairá às 15h da Praça Centenário até o Centro da capital alagoana e finalizará com apresentações artísticas culturais na Praça Deodoro.

As centrais sindicais estão envolvidas nesta construção. Diversas organizações sociais e populares estão neste simbólico processo de construção da política nacional. Em Alagoas, diversas categorias deliberarão pela adesão na Greve Geral.

Na última terça-feira (25) os profissionais ligados ao Sindicato Nacional dos Aeroviários (SNA) decidiram aderir à greve, o que irá afetar quase todos os aeroportos do Brasil, incluindo o de Guarulhos, o maior aeroporto da América do Sul. Segundo o presidente da SNA, Luiz Pará, somente essa categoria possui mais de 50 mil trabalhadores que são responsáveis pelos serviços de contato direito com os usuários dos aeroportos.

Histórico

A primeira greve geral da história do Brasil aconteceu no dia 1º de maio de 1907 pela redução da jornada de trabalho diária para 8 horas. A paralisação se manteve até meados de junho daquele ano, e os trabalhadores saíram vitoriosos.

O período de 1917 até 1920 marca o auge dos movimentos grevistas no país, liderados por imigrantes que trazem conhecimento de organização sindical e interesse da classe trabalhadora. Em 1917, o Estado de São Paulo foi paralisado por uma greve que começou em julho, na maior tecelagem do país, a Cotonifício Crespi, e rapidamente se alastrou pelo estado. Um fato que marcou o levante foi a violência polícial contra a marcha do dia 9 de julho, que resultou na morte por tiros do sapateiro Antonio Martinez, gerando ainda mais revolta. A adesão popular, depois do acontecimento, chegou a 50 mil, incluindo servidores públicos.

Cerca de dois anos depois, no dia 1º de maio de 1919, trabalhadores do Rio de Janeiro iniciaram uma manifestação sem precedentes na história da então capital da República, levando as autoridades a fecharem a Federação Operaria para tentar conter o levante. Entretanto, o movimento se manteve forte, com a adesão do Centro Cosmopolita, a União dos Tecelões, a União dos Operários em Construção Civil, a dos Sapateiros.

Em 1968, cerca de 25 mil metalúrgicos das cidades industriais de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG), e Osasco, na Grande São Paulo (SP) organizaram as primeiras grandes greves de resistência à ditadura militar por aumento salarial e melhores condições de trabalho. Entre 1964 e 1967 o preço da cesta básica, por exemplo, havia saltado 250%, enquanto o aumento do salário mínimo, no mesmo período, foi de apenas 150%.

Em 1978, aconteceu a paralisação de 2 mil metalúrgicos das fábricas de caminhões da Saab-Scania, em São Bernardo do Campo, São Paulo, reivindicando 20% do aumento salarial. O protestou se alastrou para outras empresas do setor como Ford, Mercedes-Benz e Volkswagen, marcando o nascimento do Novo Sindicalismo no país, o que ajudou a ruir as bases do governo de exceção. A insatisfação popular aconteceu porque o país vivia um período de arrocho dos salários e do fim do crescimento do chamado "Milagre Econômico no Brasil".

No ano seguinte, em 1979, uma nova onda de greve acontece no país, começando por metalúrgicos das cidades paulistas de Osasco e Guarulhos, mas dessa vez contagiando outros profissionais como professores, bancários, funcionários públicos, jornalistas, operários da construção civil, médicos, lixeiros e outras categorias.

Em 1980, o Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo inicia uma nova greve que dura 41 dias e mobiliza 300 mil metalúrgicos. 

Mais recentemente, em resposta às reformas da Previdência e Trabalhistas do governo de Michel Temer, centrais sindicais e a Frentes Brasil Popular organizaram a primeira greve geral no país no dia 15 de março de 2017, conseguindo paralisar parcialmente os serviços nas principais capitais do país.

1° de Maio

O dia 1° de Maio é o Dia do/a Trabalhador/a. Depois do dia nacional de greve o povo brasileiro estará nas ruas, celebrando o Dia Internacional do Trabalhador e dialogando com a sociedade sobre as pautas de reivindicação do povo, contra a exploração capitalista e a favor de um mundo mais justo.

Em Alagoas, acontecerá a tradicional marcha na Orla da capital, com diversas apresentações culturais de artistas locais, que representam a arte popular alagoana.  

 
*Com informações do Jornal GGN

Fonte: Ascom Adufal

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