08/09/2017
Atualizada: 08/09/2017 00:00:00
No dia 7 de setembro, quando se comemora a independência política do Brasil, aconteceu a 23ª edição do Grito dos Excluídos em todo o país. Em Maceió, os/as trabalhadores/as se reuniram na Praça Sinimbu, no Centro e seguiram em caminhada pela praia da Avenida até o Jaraguá. Esta edição teve como lema “Por Direitos e Democracia, a Luta é todo dia” e o tema “Vida em primeiro lugar”.
A Associação dos Docentes da Universidade Federal de Alagoas (Adufal) foi uma das diversas entidades que participou da atividade que teve a caminhada marcada por gritos de “Fora Temer”, denunciado o governo golpista. Ainda na concentração, houveram intervenções culturais de grupos indígenas e do Levante Popular da Juventude. 
A presidenta da Adufal, Ana Maria Vergne, destacou o dia de luta de todas as classes, contra todas as formas de exclusão e por um mundo mais justo. “É importante lembrar que o Grito dos Excluídos serve para marcarmos nosso lugar na luta pela defesa da educação, da saúde e contra esse governo golpista que retira o direito dos trabalhadores e trabalhadores e contra a reforma da previdência. Também por acreditar que a educação é uma ferramenta fundamental de mudança social, não podemos aceitar o corte de verba nas universidades públicas”, destacou a presidantda da Associação.
Lançamento do Plano Popular de Emergência
Já na sexta-feira (08), aconteceu o lançamento do Plano Popular de Emergência, formulado pela Frente Brasil Popular, com a presença do João Pedro Stédile, da direção nacional do MST e da coordenação nacional da Frente. A atividade aconteceu durante a Feira da Reforma Agrária, organizada pelo MST.
O ato político de lançamento do Plano, para tirar o Brasil da crise, aconteceu com mais de mil pessoas vindas em caravana de diversos pontos do Estado. Cerca de 80 organizações da sociedade civil, entre partidos, movimentos populares e sindicais, participaram da atividade da FBP, debatendo um Plano Popular que evidencia que os/as trabalhadores/as têm saídas para apresentar à sociedade brasileira para tirar o país da crise.
Ao contrário do entreguismo do programa golpista, com privatizações e perda do controle sobre recursos importantes como petróleo, a Frente aponta como soluções reformas estruturais e reafirmação da soberania nacional. São dez eixos que tratam desde a retomada da democracia até medidas como reforma agrária, do judiciário e dos meios de comunicação.