15/09/2017
Atualizada: 15/09/2017 00:00:00

O cenário político no Brasil continua ameaçador aos trabalhadores, aos serviços públicos e à Soberania Nacional. Este é resultado da crise política e econômica promovidas pelo Governo golpista de Michel Temer. Diante desta realidade, a Associação dos Docentes da Universidade Federal de Alagoas (Adufal) realizou visitas às unidades acadêmicas nesta quinta-feira (14).
Docentes da Diretoria e do Conselho de Representantes da Adufal e lideranças estudantis circularam pelos blocos da universidade dialogando com a comunidade acadêmica sobre a necessidade do envolvimento nas manifestações e a importância da participação popular para a resistência nesse momento crucial da história brasileira. O recado deixado foi a necessidade de se construir uma ampla frente dos setores democráticos e progressistas para enfrentar o conjunto de medidas que desmontam a CLT, findam com a aposentadoria, sucateiam os serviços públicos e entregam as riquezas do país aos interesses do fulâneos. Um legítimo pacote de maldades promovido pelo consórcio golpista.
Para o professor Carlos Müller, diretor de política sindical da Adufal “as universidades públicas produzem 90% da pesquisa nacional, são elas que produzem o futuro econômico do país, a política ultraliberal de Temer propõe, na prática, o fim das IFES, inviabilizando a construção de uma nação soberana e com justiça social”.
A presidenta da Adufal, Ana Maria Vergne não tem dúvida quanto ao papel desenvolvido pela entidade. “Nossa construção é fazendo movimento de base na universidade, envolvendo mais atores sociais na luta em defesa da classe trabalhadora, contra a retirada de direitos”. A dirigente acrescenta que para a saída da crise política e econômica do país seja preciso a derrubada do governo golpista, com eleições diretas, nas quais o povo tenha o direito de dirigir os rumos políticos e construir um projeto soberano e popular para a nação brasileira.
Entre as denuncias feita pela Adufal estava o novo pacote de ajuste fiscal do Governo que mais uma vez premia o capital financeiro e prejudica os trabalhadores. Entre os pontos apresentados pela proposta estão: o aumento da alíquota da Previdência de 11% para 14% do que exceder o teto da Previdência (R$5.531); o limite do salário inicial do servidor a até R$5 mil; reestruturação das carreiras do Executivo, impondo 30 níveis com prazos maiores para progressão e promoção, a reprogramação do reajuste de 2018 para os servidores civis ativos, aposentados e pensionistas da União, para o ano de 2019 e a demissão de servidores públicos.
A Adufal marcou o dia Nacional de Lutas e Mobilizações com intensa atividade, incluindo falas nas salas de aula, conversas com docentes, panfletagens e carro de som. A atividade foi deliberada pelos docentes no último dia 05 de setembro no auditório da reitoria.